quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Descubra as Diferenças

CASE STUDY - teorias muito semelhantes à realidade

1) A Empresa Ixostar

A empresa Ixostar desenvolveu um conjunto de produtos energéticos exclusivo para desportistas e pessoas de elevada mobilidade, sujeitas a uma actividade física intensa. Para conseguir ganhar quota de mercado aos concorrentes, a Ixostar decidiu apostar na qualidade intrínseca do produto, e contratou uma equipa de médicos, cientistas especializados em saúde e atletas de alta competição para desenvolver uma gama de qualidade inabalável. Gastou milhões de euros para o fazer, mas optou pelo caminho certo, optou pela solidez de uma garantia real. De igual forma, a Ixostar, antes de lançar o produto no mercado, gastou mais uns milhões de euros e realizou inúmeros testes comprovativos da eficácia dos seus produtos junto de laboratórios autónomos - laboratórios esses que os testaram num universo totalmente diferente do da casa mãe.
Quando o produto saiu no mercado, nos braços de uma publicidade discreta mas eficiente, conseguiu conquistar rapidamente um lugar de destaque entre os concorrentes. Ao longo dos anos, a empresa tem crescido em torno desses produtos, consciente de que estão sujeitos a uma e só uma autoridade máxima: a do cliente. O cliente, de facto, pode optar por outras marcas, como por exemplo: a GatoradeX e a AXel, empresas que comercializam produtos supostamente semelhantes aos da Ixostar.
Apesar da óptima qualidade dos produtos, nada garante à Ixostar que a preferência dos consumidores não possa mudar de uma altura para outra. Não há vendas garantidas no mundo dos negócios, e a cada dia que passa a Ixostar esforça-se mais por agradar. Não esquece, em momento algum, a ética e a honestidade concorrencial.

2) A Empresa AXel

A empresa AXel, presente no mercado há pouquíssimo tempo, tem por administradores geniais pensadores. A empresa AXel, à semelhança da empresa Ixostar, desenvolveu uma gama de produtos destinados a pessoas de intensa actividade física. Mas, ao contrário da empresa Ixostar, a empresa AXel decidiu apostar tudo no sistema de vendas para garantir quota de mercado. Não foi tão cuidadosa no desenvolvimento do produto, ou se foi ninguém o sabe, mas disfarçou bem essa fraqueza com um sistema de marketing engenhoso: criou uma espécie de patente trademarkizada chamada gelxeuticals, e lançou-a como a palavra de facto no mundo da tecnologia para a saúde. Mais, escusou-se a gastar dinheiro nos circuitos tradicionais, quer de vendas quer de publicidade, e lançou uma rede de Marketing Relacional Multinível para onde consegue escoar a totalidade da sua produção. Através da oferta de rendimentos num sistema de compensações de alto coturno a alguns membros dessa rede, a AXel garante, ao abrigo de qualquer concorrência, uma quota de mercado elevada. E garante ainda muito mais que isso: garante quota de mercado dentro de um segmento de consumidores que à partida não comprariam o produto. Chama-se a isto Marketing Transcendente (expressão inventada agora mesmo por mim). Também se chama a isto: acenar com uns cifrões.

Para a Ixostar, a Axel é uma concorrente, embora não lhe tenha ainda roubado muitos clientes. Uma parte das vendas que antigamente fazia, deixou de fazer. Alguns clientes mudaram para a Axel. Não porque acreditem que o produto seja melhor, quando muito vale a mesma coisa, mas porque sempre podem ganhar uns trocos com a mudança. Muitos mais clientes optarão por essa mudança num futuro próximo. Porventura uma boa parte dos atletas amadores que consome regularmente os produto da Ixostar.

Para a Axel, a Ixostar não é uma uma concorrente. O mercado para onde vende os seus produtos é a) fechado, b) garantido todos os meses, c) de expansão explosiva durante os primeiros tempos existência do negócio. A Axel encontra-se, de certa forma, em abuso de posição dominante.

A Axel não sente, nem nunca sentirá a pressão da concorrência. A Axel não tem sequer de concorrer com ninguém. Tem mercado garantido. Quando muito, alguns dos seus membros sentirão essa concorrência. Os membros que tentarem construir um negócio de vendas leal, para fora da rede, terão sempre essa componente pela frente.

A Axel, futuramente, pensa em alargar a sua oferta ao mercado da cosmética e produtos para a pele, dirigida a um publico maioritariamente feminino. Neste segmento específico, roubará muita quota de mercado a empresas como a Nixea, ou a Xavon, ou a X'oreal. Aqui, neste mercado, é certo que fidelizará muitos clientes que já usam produtos semelhantes.

Se isto é comércio feito com ética, honestidade e respeito pelo próximo, então eu sou o Rato Mickey.

Se um esquema destes é considerado legal na nossa sociedade, então que a justiça seja cega, surda e muda.

22 comentários:

Anónimo disse...

A Isostar está vocacionada exclusivamente para o Desporto, com especial incidência para a Alta Competição, basta ler um pouco da apresentação que é feita na sua página na Net - http://www.isostar.com/pt-PT/Apresentacao.aspx.

A Agel está vocacionada para a Indústria do Bem-Estar, em geral, logo tem uma amplitude diferente e muito mais ampla, um mercado muito mais alargado.

Obviamente que quem consome produtos da Isostar também poderá consumir da Agel e vice-versa, mas será difícil substituir uns pelos outros. Assim, não vejo onde esteja a concorrência.

Quanto aos métodos de negócio, vamos supor que eu sou um Director de Vendas de uma grande Empresa... de bebidas, por exemplo. Tenho 3 regiões de vendas (Norte, Centro e Sul) e cada Região tem o respectivo Director Regional de Vendas. Em cada uma dessas regiões, existem vários departamentos de vendas em diversas cidades, cada uma com um Chefe de Vendas local. Em cada cidade tenho, digamos, 10 vendedores (como podia ter 2 ou até 50). Ora, cada vendedor depende do Chefe Local, que por sua vez depende do Director Regional, que por sua vez depende do Director Geral de Vendas da Empresa. Não será normal cada um dos Directores e Chefes ganhar uma comissão sobre as vendas que os seus vendedores fazem? Não será esse um incentivo para que eles os acompanhem e façam tudo para que vendam o mais possível (pois ganharam mais)?

Com um pouco de imaginação, poderemos transpor essa rede para a Agel e ver que o esquema de comissionamento não é assim tão anormal. A única diferença é que numa empresa tradicional, por sistema, reduzem-se os empregados, na Agel é precisamente o contrário.

Cumptos

Anónimo disse...

"A Isostar está vocacionada exclusivamente para o Desporto, com especial incidência para a Alta Competição, basta ler um pouco da apresentação que é feita na sua página na Net - http://www.isostar.com/pt-PT/Apresentacao.aspx.

A Agel está vocacionada para a Indústria do Bem-Estar, em geral, logo tem uma amplitude diferente e muito mais ampla, um mercado muito mais alargado.

Obviamente que quem consome produtos da Isostar também poderá consumir da Agel e vice-versa, mas será difícil substituir uns pelos outros. Assim, não vejo onde esteja a concorrência."

> Dou-lhe quase toda a razão no que diz. A ressalva fica para um ou outro segmento específico em que os produtos Isostar e os produtos Agel são mesmo concorrentes.
Eu usei a Isostar para ilustrar as diferenças no processo de "fabrico de lucros". Usei a Isostar porque é uma marca em que não me custa nada acreditar (porque é que será?), que coloca os seus produtos no mercado normal, em concorrência com outras empresas honestas, e que vive à custa da opinião que as pessoas têm /fazem acerca do produto em concreto.
Podia, certo, tem razão, ter pegado numa outra marca mais vocacionada para o mercado da saúde, e não tanto do desporto. Vou-me esforçar mais, de futuro, para melhorar a minha objectividade.


"Quanto aos métodos de negócio, vamos supor que eu sou um Director de Vendas de uma grande Empresa... de bebidas, por exemplo. Tenho 3 regiões de vendas (Norte, Centro e Sul) e cada Região tem o respectivo Director Regional de Vendas. Em cada uma dessas regiões, existem vários departamentos de vendas em diversas cidades, cada uma com um Chefe de Vendas local. Em cada cidade tenho, digamos, 10 vendedores (como podia ter 2 ou até 50). Ora, cada vendedor depende do Chefe Local, que por sua vez depende do Director Regional, que por sua vez depende do Director Geral de Vendas da Empresa. Não será normal cada um dos Directores e Chefes ganhar uma comissão sobre as vendas que os seus vendedores fazem? Não será esse um incentivo para que eles os acompanhem e façam tudo para que vendam o mais possível (pois ganharam mais)?"

> Ou eu não me expliquei bem na minha mensagem, o Sr. não a leu com atenção, ou então sou eu que não estou a perceber este seu exemplo.

À semelhança do que eu já disse sobre a Sagres e sobre as comissões dos revendedores Sagres na mensagem anterior, os cálculos são efectuados sobre as VENDAS de produtos para fora da rede. Niguém, que trabalhe dentro desta sua empresa de bebidas, é obrigado a comprar nenhum produto. O COMSUMIDOR FINAL pode escolher entre comprar as bebidas desta empresa, ou comprar as bebidas de outra empresa qualquer que estjam disponíveis no mercado. As VENDAS desta sua empresa de bebida dependem da opinião que o consumidor tenha sobre a qualidade do produto. NÃO dependem da obrigatoriedade de compra por parte dos trabalhadores da empresa.

O Sr., com este seu exemplo, mais razão me está a dar. A Agel, para vender o seu produto, não precisa da opinião de nenhum consumidor, precisa apenas de pagar a quem conseguir recrutar pessoal para entrar na rede. É triste.

"Com um pouco de imaginação, poderemos transpor essa rede para a Agel e ver que o esquema de comissionamento não é assim tão anormal."

> Nem com pouca, nem com muita imaginação. Quem assim o fizer, ou está completamente nas núvens, ou
anda-se a enganar a si próprio e aos outros.

"A única diferença é que numa empresa tradicional, por sistema, reduzem-se os empregados, na Agel é precisamente o contrário."

> Como alguém já disse noutro lado: esta sua afirmação é RIDÍCULA e HILARIANTE.

Cumprimentos,

Pedro M.

António Campos disse...
Este comentário foi removido por um gestor do blogue.
António Campos disse...

O meu comentário foi como anónimo porque tinha tentado enviar outro identificado que não apareceu, provavelmente terei feito algo errado.

No que concerne a este assunto…

Diz o Pedro: “Podia, certo, tem razão, ter pegado numa outra marca mais vocacionada para o mercado da saúde, e não tanto do desporto.”

O termo mais correcto também não é a saúde, mas sim o termo que utilizei, “Bem-Estar”. De facto, há produtos da Agel mais vocacionados para o Desporto, como há outros mais vocacionados para a Saúde, como irão haver outros vocacionados para a Cosmética/Beleza. Se repararmos, todas essas áreas afectam o nosso Bem-Estar. E outras, não tão visíveis mas patentes no nosso dia a dia, também. Será que termos todos os dias de passar várias horas dentro de um carro contribui para o nosso Bem-Estar? E será que chegar ao dia 20 e já andar a fazer contas ao dinheiro contribui para o Bem-Estar de cada um? E contribuirá para o Bem-Estar ter que atender algumas dezenas de clientes por dia, por vezes com situações que nem lembra ao diabo (passe a expressão). E quanto tempo por dia cada um tem disponível para estar com a família ou ir passear? Ou isso só se pode fazer nos fins-de-semana?

A Agel poderá contribuir para aliviar este stress diário e, consequentemente, para o Bem-Estar de cada um. E mesmo que isso seja apenas temporário, pelo menos será uma parte da nossa vida que será passada de uma maneira melhor.

Já agora, e para que se possa perceber que não estou a falar de cor, vou revelar um pouco da minha vida.

Mal acabei o antigo Curso dos Liceus (equivalente ao actual 11º ano), quis ir trabalhar, o estudo não era para mim. Comecei numa loja de electrodomésticos, onde estive cerca de 3 anos. Aqui fiquei a saber o que é cumprir horários (45 horas semanais, incluindo sábados de manhã). E quando digo “cumprir”, não me estou a referir a chegar a horas, mas sim a ter um horário regular de trabalho. Também fiquei a saber o que eram os transportes públicos, embora os percursos até fossem relativamente curtos. E fiquei ainda a saber o que é atender clientes.

Depois, especialmente farto desse atendimento, resolvi procurar um serviço de escritório. Fui tirando alguns cursos administrativos enquanto estava na loja e arranjei então um emprego num escritório. Andei por vários, durante cerca de mais três anos. Aqui sim, soube o que eram os comboios da linha de Sintra e o Metro de Lisboa. Que saudades de ir pendurado no comboio a apanhar o fresquinho (não cabia lá dentro). E que raiva de não poder apanhar fresquinho no Metro (só cabia lá dentro). Mas ainda me lembro de uma moça que conheci, graças a ter viajado algumas vezes com ela bem encostada a mim. Mas isto não interessa para aqui.

Depois concorri para os Tribunais, fiz a formação e o estágio, mas primeiro que entrasse… só se fosse como os professores, andar a percorrer o país. Entretanto, entrei para a empresa onde trabalho actualmente, já lá vão mais de 20 anos. É uma grande empresa, trabalho por turnos e posso dizer que tenho um vencimento acima da média. É aquilo a que alguns chamam “Ganhar bem e sair cedo”… e não quero outra coisa.

Infelizmente, a esmagadora maioria não tem essa sorte. Infelizmente, agora para mim, que não sei o dia de amanhã, quando ainda hoje ouvi dizer que para o ano a PT vai despedir mais 600 (não, não trabalho na PT).

Continua…

António Campos disse...

Continuação…

O Pedro diz: “Ninguém, que trabalhe dentro desta sua empresa de bebidas, é obrigado a comprar nenhum produto.”

Está correctíssimo e, de certa forma, já esperava que argumentasse nesse sentido, mas pensei que alcançasse o que eu queria dizer. É que em algumas empresas só se ganha uma comissão a partir de um determinado montante mínimo de vendas, se não se chegar lá, chapéu, não há comissão nenhuma.

Comparando… na Agel terei de consumir um mínimo para ser recompensado, nessa empresa teria de vender um mínimo para ser compensado, certo? Ora, como eu posso controlar o que consumo mas não posso controlar o que vendo (o que os outros querem consumir) logicamente que mais facilmente asseguro a minha comissão na Agel do que nessa empresa de bebidas, certo?

O Pedro disse ainda: “As VENDAS desta sua empresa de bebida dependem da opinião que o consumidor tenha sobre a qualidade do produto.”

Tem apenas parte de razão, pois todos sabemos que os consumidores, mesmo os mais informados e esclarecidos, não olham apenas para a qualidade do produto. Para além disso há outros factores que muitas vezes prevalecem sobre a qualidade. Temos o PREÇO, se é mais barato, se tem algum desconto ou promoção associado. A FACILIDADE DE ACESSO AO PRODUTO, se está na loja ao lado da nossa casa ou se existe perto do nosso local de trabalho, ou se existe no Shopping onde vamos ao cinema.

O Pedro disse: “A Agel, para vender o seu produto, não precisa da opinião de nenhum consumidor, precisa apenas de pagar a quem conseguir recrutar pessoal para entrar na rede. É triste.”

Por acaso já provou algum dos produtos da Agel? Será que a opinião dos que o consomem não interessa à empresa? Então, e quantas empresas no mundo inteiro pedem directamente ao consumidor, uma opinião sobre os seus produtos? Os dedos das mãos devem chegar para as contar. E quantas empresas no mundo inteiro oferecem promoções para venderem os seus produtos? Haja mãos e dedos para as contar, serão quase todas, certamente.

A Agel paga para que se consumam os seus produtos e, quanto mais pessoas os consumirem, mais se ganha, obviamente. Alguém me disse uma coisa que faz muito sentido. Se eu consumir Actimel (passe a publicidade), por exemplo, e disser aos meus familiares, amigos, colegas, etc. que é muito bom e até os convencer a consumir, será que a Danone me dará alguma compensação? (aqui é para rir) Na prática, eu estou a trabalhar para eles, a fazer publicidade ao seu produto, a angariar clientes para eles, que lhe darão mais dinheiro e, quiçá, mais clientes e mais dinheiro… o que é que eu ganho com isso?

Afinal quem atira areia para os olhos de quem? É tudo uma questão de visão e pontos de vista.

Antigamente (bem antigamente) trocavam-se produtos, ninguém sabia o que eram compras e vendas. Ainda hoje temos mercados e feiras, agora já com vendas. Haverá alguém que não tenha ido a um mercado de rua? Duvido. As lojas tradicionais dão lugar aos grandes centros comerciais. Já podemos comprar quase tudo através da Internet, sem sair de casa. É óbvio que a noção de negócio e a maneira de o fazer tem vindo a mudar ao longo dos tempos e não tenho dúvidas que ainda irá mudar bastante.

O MLM (Multi Level Marqueting) e as vendas directas já existem há muitos anos. Aliás, a Agel é membro da DAS (Direct Sales Association) nos EUA.

O que é triste para mim é constatar que é preciso vir alguém ou algo dos EUA, um país com meia dúzia de anos de existência, comparado com o nosso, para nos mostrar como evoluir. E todos sabem que não é só neste aspecto. Mas enfim.

Quanto à última frase, que diz ser “RIDÍCULA e HILARIANTE” talvez tenha razão, reconheço que me enganei. De facto, na Agel não se arranjam empregados, arranjam-se consumidores que são recompensados pelo seu consumo e pelo seu empenho. Infelizmente, na esmagadora maioria das empresas, apesar de não terem que recompensar nenhum consumo, nem se preocupam a recompensar o empenho dos seus empregados. Mas é o País que temos.

Cumprimentos

Pedro Menard disse...

Caro António,

Agradeço por ter passado para além do normal "deita-abaixo e já está", e de ter passado a uma argumentação mais evoluida. Gosto de quem tenta enriquecer o debate através de ideias assim.

Passo a comentar as suas afirmações:


"Comparando… na Agel terei de consumir um mínimo para ser recompensado, nessa empresa teria de vender um mínimo para ser compensado, certo? Ora, como eu posso controlar o que consumo mas não posso controlar o que vendo (o que os outros querem consumir) logicamente que mais facilmente asseguro a minha comissão na Agel do que nessa empresa de bebidas, certo?"

>>>> Errado. Por um lado, não basta só consumir para ser recompensando na Agel. Há que ter por baixo uma boa quantidade de pessoas a encher as pernas, coisa que, manifestamente, e como todos já perceberam, não vai acontecer para as últimas camadas da pirâmide.
Por outro lado, não sei se será mais fácil ser recompensado na Agel do que nessa outra empresa de bebidas. Depende de muitos factores. Entre eles, o jeito que a pessoa tem para o negócio/profissão. Uma coisa que não depende de muito factores, em todo o caso, é o salário do vendedor. Até pode ser que seja baixo, mas ele recebe sempre alguma coisa ao final do mês em troca do trabalho que efectuou. As comissões vêm por acréscimo. Só um prémio, no sentido literal do termo.

"Por acaso já provou algum dos produtos da Agel? "

>>> Confesso que não. As opiniões das pessoas que conheço, até agora, são favoráveis ao produto.

"Será que a opinião dos que o consomem não interessa à empresa?"

>>> Sinceramente, a minha resposta é não. Em minha opinião, não interessa nem deixa de interessar à Agel o que as pessoas possam pensar dos produtos. O negócio da Agel não passa pelos produtos. Os produtos são apenas uma fachada para o que realmente interessa: o esquema de comissões. (e não estou aqui a por em causa a qualidade do produto).

"Então, e quantas empresas no mundo inteiro pedem directamente ao consumidor, uma opinião sobre os seus produtos? Os dedos das mãos devem chegar para as contar."

>>> O Sr. sabe tão bem como eu que isso não é verdade. Pelas mãos contar-se-iam mais as que não pedem opinião. Basta, por exemplo, consultar qualquer site que haja para aí na Internet, ou ler o rótulo que acompanha a maior parte dos produtos, para se encontrar uma linha ou uma meio de deixar um comentário sobre determinada marca/artigo.

"E quantas empresas no mundo inteiro oferecem promoções para venderem os seus produtos? Haja mãos e dedos para as contar, serão quase todas, certamente."

>>>> Voltamos ao mesmo. A Agel NÃO é uma dessas empresas, uma vez que a AGEL não tem uma política, uma filosofia, uma cultura de incentivo de VENDA dos seus produtos. Se assim fosse, se o objectivo dos membros da pirâmide Agelíaca fosse tentar vender os produtos, garanto-lhe que eu não estaria aqui a falar.

"A Agel paga para que se consumam os seus produtos"

>>>> É isso que eu ando a tentar dizer há não sei quanto tempo! É isso que está errado no meio disto tudo.

" e, quanto mais pessoas os consumirem, mais se ganha, obviamente"

>>>> Isto é a lógica do inviesamento total. Quanto mais pessoas consumirem, mais pessoas há a ganhar, certo. Mas, MAS, mais pessoas há também a pagar para que as de cima ganhem. A proporção é assustadora, os tais 90%(pagarem)-10%(ganharem). A sua frase, sem este remate, passa por muito astuciosa.

"Se eu consumir Actimel (passe a publicidade), por exemplo, e disser aos meus familiares, amigos, colegas, etc. que é muito bom e até os convencer a consumir, será que a Danone me dará alguma compensação? (aqui é para rir) Na prática, eu estou a trabalhar para eles, a fazer publicidade ao seu produto, a angariar clientes para eles, que lhe darão mais dinheiro e, quiçá, mais clientes e mais dinheiro… o que é que eu ganho com isso?"


>>>> Neste caso, e como não há ninguém a pagar, no mínimo, 230€ para aderir a uma rede duvidosa, esta prática é perfeitamente legítima. Deixe-me pegar na sua lógica e passar para a AGEL: se o sr. andasse aí a pregar a amigos e conhecidos que o produto da AGEL é o máximo, é excelente, é o melhor que podem encontrar em artigos para o bem estar, e a seguir lhes indicasse ONDE O PODEM COMPRAR, estaria tudo bem. Até nem me importava nada que o sr. ganhasse uma comissão à custa disso. Os seus amigos e conhecidos provavelmente experimentariam o produto, e consoante gostassem ou não, voltariam a comprar ou não. Mas não pagariam 230€, no mímino, para se juntarem a uma rede em que o que importa menos é o próprio produto.

"Afinal quem atira areia para os olhos de quem? É tudo uma questão de visão e pontos de vista."

>>>> Tem razão.

"O que é triste para mim é constatar que é preciso vir alguém ou algo dos EUA, um país com meia dúzia de anos de existência, comparado com o nosso, para nos mostrar como evoluir. E todos sabem que não é só neste aspecto. Mas enfim."

>>> O que é triste para mim é ver chegar uma empresa dos E.U.A para mostrar como é que se monta um esquema semi-legal de extorsão de dinheiro e angariar não sei quantos milhares de pessoas de um momento para o outro.

"De facto, na Agel não se arranjam empregados, arranjam-se consumidores que são recompensados pelo seu consumo e pelo seu empenho."

>>>> O empenho da Agel, infelizmente, é apenas um: arranjar mais pessoal. Um dia a mina esgota e depois quero ver o que vai dizer do empenho infrutífero dessas pessoas todas que ficaram por baixo.

"Infelizmente, na esmagadora maioria das empresas, apesar de não terem que recompensar nenhum consumo, nem se preocupam a recompensar o empenho dos seus empregados. Mas é o País que temos."

>>>> E a solução passa por nos juntarmos todos a AGEL. Como é que o governo não pensou nisto antes? Se o governo montasse um esquema destes, acabava-se logo o mal estar social e as queixas todas por baixos salários na função pública. Sabe o que se passa? Na Agel, não há que chegue para todos... há uns poucos que vão ganhar muito, e uns muitos que vão perder um pouco. É o pais que temos.

Cumprimentos,

Pedro

Sand disse...

"Então, e quantas empresas no mundo inteiro pedem directamente ao consumidor, uma opinião sobre os seus produtos? Os dedos das mãos devem chegar para as contar."


Apenas queria salientar que muitas das grandes marcas antes de lançarem um artigo novo fazem estudos de mercado ,onde consultam pessoas de todos os quadrantes de forma a que o novo artigo tenha um minimo de aceitação por parte do mercado,muitas vezes até questionam os gostos pessoais de forma a que o esse novo artigo vá de encontro ao gosto da maioria das pessoas consultadas( dou como exemplo um novo sabor de iogurtes danone).

E as pessoas consultadas sao pagas para dar a sua opiniao nesses estudos de mercado ,a informação dada é extremamente valiosa para as empresas.

Não me parece que tenha sido esse o caminho seguido pela Agel.

Acho engraçado quando associam bem estar com Agel,então e a constante pressão para recrutar novas pessoas ? E as horas perdidas em demonstrações passadas muitas vezes com pessoas que nao se conhece de lado nenhum so porque sao amigas do amigo que é amigo de alguem quem esta por baixo de nós? E o constante "controlo" que é feito sobre quem esta abaixo de forma a que as pessoas que recrutamos recrutem outras pessoas ? E as deslocações que efectuam de forma a que tudo o que descrevi acima aconteça?

Isso é bem estar,isso é tempo passado em familia?

Quanto ao gel em si,ainda estou á espera das celebres etiquetas em portugues de forma a que seja autorizada a sua comercialização em portugal ,os artigos alimentares têm todos de ter rotulo em portugues. As unidades a que tive oportunidade de ter em mãos nao tem rotulo em portugues,nao tem composição ,alem de uma frase bastante elucidativa : "this unit not intended for individual sale" .


Alguem que me explique como uma empresa como a Agel se expande com um artigo que nao se pode vender? Onde é que estao as vendas?

Muito falam sobre o gel,que é isto e é aquilo,e nao se pode vender! Então se eu for distribuidor Agel vou distribuir o quê afinal ? E para quem?

Ahh...existe o plano compensaçoes! Não é por acaso que de 1 hora de demonstração ,45 minutos sao sobre o plano de compensaçoes Agel .


E a lista de duvidas continuava...

António Campos disse...

Caro Pedro,

Antes de mais, quero pedir-lhe desculpa por usar e abusar do seu espaço, mas quando começo a falar de um assunto…

Também lhe agradeço os comentários. Eu aprecio sempre um debate de ideias, embora pense que este método não é o mais adequado. Sinceramente, não aprecio muito os blogues, não pelo seu conteúdo mas especialmente pela sua estrutura. Obviamente que há blogues que servem apenas para os seus criadores desabafarem o que lhes vai na alma, muitas vezes sem o respeito pelos outros e pelas instituições, mas também há alguns que sei serem de interesse. Confesso que este não me merecia muita atenção, logo pelo título. Mas, não sei porquê, resolvi ler alguns passos e interessei-me.

Mas o que não gosto verdadeiramente é a estrutura dos Blogues (pelo menos os que conheço). Julgo não ser muito prática a consulta dos artigos e acabo por nunca saber bem onde estou. Por exemplo, se quero ler uma sequência de artigos, tenho de começar pelo fim, andando para baixo para ler o artigo, depois voltar um pouco acima para ler o outro, voltando a rodar para baixo. Depois, sou obrigado a ler uma tira de texto com um terço da largura do monitor (que desperdício). Mas é apenas a minha opinião…

Comentando agora as suas argumentações:

---“ Por um lado, não basta só consumir para ser recompensando na Agel. Há que ter por baixo uma boa quantidade de pessoas a encher as pernas, coisa que, manifestamente, e como todos já perceberam, não vai acontecer para as últimas camadas da pirâmide.
Por outro lado, não sei se será mais fácil ser recompensado na Agel do que nessa outra empresa de bebidas. Depende de muitos factores. Entre eles, o jeito que a pessoa tem para o negócio/profissão. Uma coisa que não depende de muito factores, em todo o caso, é o salário do vendedor. Até pode ser que seja baixo, mas ele recebe sempre alguma coisa ao final do mês em troca do trabalho que efectuou. As comissões vêm por acréscimo. Só um prémio, no sentido literal do termo.”---

Só um tolo pode pensar que vai ganhar mundos e fundos logo no início, embora isso aconteça, de facto, com alguns. Do mesmo modo, tal como em todos os negócios, ninguém garante que este é para sempre. Por acaso já ouviu falar do processador de texto WordPerfect? Foi um grande sucesso informático e comercial mas… já desapareceu. O seu criador é um dos donos de uma grande empresa de capitais de risco nos EUA, a ASH Capital. Esta empresa foi a que financiou o lançamento da Agel. Curioso não é? Acasos dos negócios.

Mas falando dos negócios e do emprego, em geral, há alguém que se preocupe com o estado financeiro da empresa ou entidade para a qual vai começar a trabalhar? A única coisa que sabem é que vão ter um contrato por X tempo e já é muito bom. Olhe, a minha mulher já anda nisso há uns 15 anos (é professora contratada). E por acaso alguém se preocupa se o seu colega no serviço vai lá ficar muito tempo ou se vai para a rua no mês seguinte? Provavelmente até pensam “oxalá que o despeçam a ele e não a mim”.

Quanto ao jeito para o negócio ou para qualquer profissão, cada um sabe de si. Em relação à Agel, tudo é explicado ao pormenor, só aceita quem quer. Numa empresa, quantas vezes somos admitidos com uma finalidade e depois passamos a fazer outros trabalhos, por vezes bastante diferentes do inicialmente acordado? E quantas vezes arranjamos um emprego, simplesmente porque precisamos do dinheiro, pouco importando se temos arte para o ofício (foi o que aconteceu comigo na tal loja de electrodomésticos)?

Sobre os ganhos, como disse, inicialmente poderão ser baixos, mas a tendência é para aumentarem exponencialmente, ao passo que um salário é fixo e mesmo as comissões de vendas em muitas empresas têm um tecto.

Agora, em minha opinião, há aqui uma premissa fundamental, que nunca deve ser esquecida e o Pedro já a referiu algures no Blogue – NÃO DEIXAR O EMPREGO ACTUAL. Pelo menos enquanto não percebermos se temos jeito, ou se é mesmo o que queremos, ou enquanto os ganhos não forem suficientes.

É certo que é preciso fazer algum investimento (em que negócio isso não é preciso?). Na Agel, esse investimento é a compra de produtos, isso é bem claro. Eu fico com os produtos, se entender que não quero consumi-los, posso oferecê-los ou mesmo vendê-los.

Para esclarecimento, refiro que o valor do pagamento inicial é essencialmente para o produto (4 caixas), mais o IVA (é verdade, paga-se mesmo IVA) e para os portes de envio. Mas existe uma espécie de “Taxa de Adesão”, no valor de 25,00 euros.

---

Sobre os produtos, por enquanto ainda só provei 3 e gostei. Mas não tenho de provar ou usar todos. Aliás, eu já fiz a minha opção sobre qual, ou quais irei consumir, por enquanto. A minha mulher também fez o mesmo e até um dos meus filhos diz que é capaz de vir a usar um deles.

Confesso que não sei se dão resultado, o tempo o dirá. Mas por acaso já entrou numa loja de produtos nutricionistas? E há várias, por vezes com produtos totalmente distintos mas para os mesmos efeitos. E faz alguma ideia do número de pessoas que cada vez mais procuram desses produtos? Mais uma vez estou a falar com conhecimento de causa, pois a minha mulher já fez algumas dietas com incorporação de alguns desses produtos. Fui a algumas dessas lojas, a consultórios, vi o movimento que existe e presenciei várias conversas com familiares, amigos e conhecidos sobre essas questões. Tudo isto muito antes de conhecer a Agel.

---“Em minha opinião, não interessa nem deixa de interessar à Agel o que as pessoas possam pensar dos produtos. O negócio da Agel não passa pelos produtos. Os produtos são apenas uma fachada para o que realmente interessa: o esquema de comissões. (e não estou aqui a por em causa a qualidade do produto).”---

Não sei se interessa à Agel ou não, mas o que é um facto é que eles alteraram um dos produtos que lançaram inicialmente. Ainda não chegou a Portugal mas já vai aparecer (Janeiro, talvez) com um novo sabor (chocolate). Então, se a empresa surgiu há cerca de 2 anos, os produtos ainda há menos tempo e já estão a mudar um deles? Então se o interesse fosse apenas no negócio, para quê alterar um produto tão recente? E ainda há mais 6. Além disso, acabaram de lançar um outro gel, com fins diferentes, para além dos produtos de beleza/cosmética.

---“O Sr. sabe tão bem como eu que isso não é verdade. Pelas mãos contar-se-iam mais as que não pedem opinião. Basta, por exemplo, consultar qualquer site que haja para aí na Internet, ou ler o rótulo que acompanha a maior parte dos produtos, para se encontrar uma linha ou uma meio de deixar um comentário sobre determinada marca/artigo.”---

Tem razão no que diz, mas eu estava a referir-me a um pedido DIRECTO das empresas. Vamos ser realistas… quase ninguém liga ao que vem nos rótulos, com excepção do prazo de validade. Por vezes existem folhetos que vêm junto com os produtos mas são quase sempre para sorteios ou promoções, não para pedir opiniões. E mesmo que o fizessem, o mais certo era irem para o lixo.

---Eu disse: "E quantas empresas no mundo inteiro oferecem promoções para venderem os seus produtos? Haja mãos e dedos para as contar, serão quase todas, certamente."

O Pedro comentou: “Voltamos ao mesmo. A Agel NÃO é uma dessas empresas, uma vez que a AGEL não tem uma política, uma filosofia, uma cultura de incentivo de VENDA dos seus produtos. Se assim fosse, se o objectivo dos membros da pirâmide Agelíaca fosse tentar vender os produtos, garanto-lhe que eu não estaria aqui a falar.”---

Aí é que está a grande diferença entre a Agel e as restantes empresas – o conceito. Esse conceito começa precisamente no produto (baseado na Tecnologia de Suspensão em Gel) e complementa-se no método de distribuição, consumo e compensação. Tudo junto, estamos perante um conceito novo e diferente, inovador e revolucionário.

Mas como em tudo, ninguém é obrigado a aderir, assim como ninguém é obrigado a usar os produtos da Microsoft, embora até reconhecendo que sejam os melhores.

---Eu disse: "A Agel paga para que se consumam os seus produtos"
O Pedro comentou: “É isso que eu ando a tentar dizer há não sei quanto tempo! É isso que está errado no meio disto tudo.”---

A nossa vida não se baseia apenas nos conceitos de CERTO ou ERRADO, BEM ou MAL. Que tal pensarmos em termos como IGUAL ou DIFERENTE? Em minha opinião, é precisamente o que se passa com a Agel – é DIFERENTE. E todos sabemos como, por vezes, é difícil lidarmos com algo diferente, a que não estamos habituados, mexe connosco, mas há um dia em que o preconceito desaparece… depois explico-lhe como aconteceu comigo, se tiver interesse em saber, claro.

---“Isto é a lógica do inviesamento total. Quanto mais pessoas consumirem, mais pessoas há a ganhar, certo. Mas, MAS, mais pessoas há também a pagar para que as de cima ganhem. A proporção é assustadora, os tais 90%(pagarem)-10%(ganharem). A sua frase, sem este remate, passa por muito astuciosa.”---

Pedro, não se trata de nenhuma astúcia na minha frase. Esse é o filme de qualquer empresa que quer prosperar no mercado, mais consumo = mais ganhos. Mais uma vez a Agel está a ser diferente. Fazendo uma comparação, numa qualquer empresa de produtos, quanto mais nós, consumidores, consumirmos, mais a empresa ganha, certo? E quando a empresa ganha, para onde vão os lucros? Na maioria delas, vai 100% (ou perto disso) para os seus gestores ou donos, certo? Ou conhece alguma que reparta… digamos, 10%, entre os seus funcionários?

Já agora, convém que nos lembremos que os funcionários de uma determinada empresa, seja ela qual for, também podem consumir os produtos da empresa em que trabalham, certo? (ou não?) E o mais certo é até os conseguirem de borla ou com um preço bastante reduzido.

Na Agel, a parte do consumo é idêntica, tem de haver sempre alguém a consumir (comprar), seja dos seus “funcionários”, seja de terceiros (sim, isso também é possível). A grande diferença está na repartição dos lucros, que é feita pelos seus colaboradores/consumidores. Não vejo nada de errado, vejo algo diferente.

---“Neste caso, e como não há ninguém a pagar, no mínimo, 230€ para aderir a uma rede duvidosa, esta prática é perfeitamente legítima. Deixe-me pegar na sua lógica e passar para a AGEL: se o sr. andasse aí a pregar a amigos e conhecidos que o produto da AGEL é o máximo, é excelente, é o melhor que podem encontrar em artigos para o bem estar, e a seguir lhes indicasse ONDE O PODEM COMPRAR, estaria tudo bem. Até nem me importava nada que o sr. ganhasse uma comissão à custa disso. Os seus amigos e conhecidos provavelmente experimentariam o produto, e consoante gostassem ou não, voltariam a comprar ou não. Mas não pagariam 230€, no mímino, para se juntarem a uma rede em que o que importa menos é o próprio produto.”---

Aqui o Pedro mostra que não conhece como tudo se processa. Há três hipóteses de funcionar com a Agel:

1ª Consumir o produto e tornar-se “membro” aderindo ao plano de compensações.
2ª Consumir apenas o produto. Para o efeito, basta contactar algum membro e inscrever-se como cliente preferencial. Passará a receber o produto em casa e o seu consumo conta para efeitos de comissão do membro que o inscreveu.
3ª Não fazer nada.

Logicamente que ao ser-se um cliente preferencial, e querendo ser um consumidor habitual, porque não entrar no plano de comissões? A única coisa que tem de fazer é pagar a tal taxa de 25,00 e comprar um mínimo de 4 caixas. Ninguém o obriga a “recrutar” ninguém, mas quem sabe, se com a ajuda de outros membros, ou mesmo sozinho) isso até não pode vir a acontecer, resultando nalguns ganhos?

Quanto aos restantes comentários que teceu, penso que o que referi até agora já é bastante esclarecedor. Queria apenas referir uma coisa, já que falou do nosso governo. Não é que um ministro acaba de anunciar hoje a criação de um PPR “governamental”? Como vê, é tudo uma questão de nos adaptarmos à realidade. Agora, quanto a montar algo do género da Agel… lá está a tal tristeza que me toca, o governo é bom mas é a tramar-nos, em proveito próprio (sem ser em rede, senão ficam com menos para eles). 

Termino com mais uma informação, que não deve conhecer. A Agel está em 42 ou 43 países, logo, as equipas não têm de ser constituídas exclusivamente por cidadãos portugueses. Basta que algum elemento conheça uma pessoa desses países para que as possibilidades de expansão se multipliquem sem precedentes. Isso não é difícil, já que a Agel está em muitos países europeus, não só dos mais conhecidos (Espanha, Reino Unido, Alemanha, Dinamarca, Holanda, etc.), mas também naqueles que têm já grandes contingentes de imigração em Portugal, designadamente, os países da antiga União Soviética. E brevemente começará no Brasil.

Assim, os números que apresenta nos seus exemplos, não passam disso mesmo, apenas números. O crescimento é imprevisível, quer em quantidade, quer em duração no tempo. A única coisa certa, e o Pedro refere esse GRANDE pormenor (passe a contradição), é que quem mais cedo se tornar membro, mais hipóteses tem de auferir maiores ganhos e mais rapidamente.

Cumprimentos

António Campos disse...

Caro(a) Sand,

Pelas suas palavras, parece ter assistido a alguma apresentação da Agel. Mas, se me permite, ou não esteve com atenção ou a apresentação não terá sido muito elucidativa.

A ideia de que tudo isto é um negócio para se fazer à sombra da bananeira está errada. Este é, aliás, o pensamento de muitos portugueses, aqueles que querem enriquecer sem fazer nenhum. É claro que a esmagadora das pessoas ricas não faz nenhum mas, tirando aquelas que herdam fortunas ou que são descendentes de ricos, elas tiveram muito trabalho para conseguirem a riqueza que possuem. E trabalho não tem necessariamente que ser físico, por vezes uma ideia de negócio dá muito mais trabalho a imaginar, a conceber, do que depois concretizá-la.

Passando a comentar as suas afirmações…

---“…até questionam os gostos pessoais de forma a que o esse novo artigo vá de encontro ao gosto da maioria das pessoas consultadas( dou como exemplo um novo sabor de iogurtes danone).
E as pessoas consultadas sao pagas para dar a sua opiniao nesses estudos de mercado ,a informação dada é extremamente valiosa para as empresas.”---

Penso que esclareci o que eu queria dizer, na resposta que dei ao Pedro. Contudo, e como falou em iogurtes e em pagamentos, então vou contar-lhe um episódio que se passou comigo, há algum tempo. Estou inscrito no site da Nestlé e recebo informações esporadicamente por e-mail. Uma delas pedia sugestões dos consumidores sobre novos iogurtes. As respostas seriam analisadas e as melhores seriam recompensadas (com um pequeno prémio, já não me recordo qual). Resolvi responder e a minha sugestão foi fazerem um iogurte com pedaços de bolacha Maria misturados. Isto pelo facto de me recordar que, em criança, pedia aos meus pais e avós que me fizessem essa mistura, que adorava. E se eu adorava, talvez as crianças de agora também gostassem. Esperei, sentado mas esperançado em ganhar. Mas não tive sorte. Qual não foi o meu espanto quando, algum tempo depois, ao escolher alguns iogurtes dei de caras com um novo sabor Nestlé – iogurte com Bolacha Maria. Boa. Resultado: Eles pediram opinião, é um facto, mas recolheram algumas dezenas, centenas ou mesmo milhares de sugestões (já têm ideias para uns anos), e deram um prémio da treta a meia dúzia. É isto o correcto?

Ainda posso dizer que também trabalhei para uma empresa de Estudos de Mercado e Sondagens, na altura em que procurava alguma coisa para ganhar umas massas, já lá vão mais de 20 anos. Recordo-me de fazer Sondagens de opinião política, mas também a produtos alimentares. A mim pagavam-me (uma miséria) mas quem respondia não recebia nada, claro.

Quanto à Agel, sim, não seguiram esse caminho, mas antes a inspiração do seu criador e a experiência que este já tinha na área do MLM. Foi um risco, como muitos outros negócios.

---“ Acho engraçado quando associam bem estar com Agel,então e a constante pressão para recrutar novas pessoas ? E as horas perdidas em demonstrações passadas muitas vezes com pessoas que nao se conhece de lado nenhum so porque sao amigas do amigo que é amigo de alguem quem esta por baixo de nós? E o constante "controlo" que é feito sobre quem esta abaixo de forma a que as pessoas que recrutamos recrutem outras pessoas ? E as deslocações que efectuam de forma a que tudo o que descrevi acima aconteça?
Isso é bem estar,isso é tempo passado em familia?”---

Pressão? Controlo? Bem, se receber alguns e-mails com notícias e anúncios de apresentações (que até não têm a ver connosco) é uma pressão, eles que venham. É a única pressão ou controlo que tenho.

Quanto ao tempo gasto, o que os “Gurus” da Agel aconselham é 30 minutos por dia para uma espécie de “auto-formação”, por exemplo, lendo as informações que são disponibilizadas, familiarizando-se com a Empresa, os produtos e com o modelo de negócio. Mas isto só é necessário no início, obviamente. Em relação às apresentações (não demonstrações), aconselham fazer 2 a 3 por semana. Ora se diz que levam uma hora cada, não sobra tempo suficiente? Então é uma questão de fazer só uma por semana ou por mês. Sobre as pessoas estranhas, isso poderá ser um factor inibidor mas, com franqueza, nos tempos que correm, pensava que já não existiam esses preconceitos.

---
Sobre a informação nos pacotes, ela consta na caixa que os contém, onde tem toda a informação, embora ainda não esteja em português, é um facto. Mas será que isso é razão para não se comprar e consumir? Por acaso nunca foi a uma loja chinesa? Vai lá encontrar muita coisa sem inscrição em português.

---“Alguem que me explique como uma empresa como a Agel se expande com um artigo que nao se pode vender? Onde é que estao as vendas?”---

A Agel não vende uma embalagem isolada, elas vêm dentro de caixas com 30 unidades. Só se compram às caixas, o que não impede que cada pessoa venda alguns pacotes a um amigo, por exemplo. As vendas são feitas para os membros da Agel e para os Consumidores Preferenciais, não encontra nas lojas. Mas há muito mais coisas que não se encontram nas lojas. Já viu produtos da Avon nas lojas? E da Tupperware? E os livros do Círculo de Leitores?

---“Não é por acaso que de 1 hora de demonstração ,45 minutos sao sobre o plano de compensaçoes Agel .”---

Como assim? A quantas apresentações é que já foi para tirar essa conclusão? Posso dizer-lhe que estive numa reunião em Lisboa, com alguns dos gestores americanos durante cerca de 2 horas. Se falaram do Plano de Compensações durante 15 minutos, terá sido muito. Penso que não há um padrão, tudo depende das pessoas que fazem as apresentações e das questões levantadas pelos presentes. Mas acredito que a maior parte das questões colocadas acabem por ser sobre o Plano de Compensações. Isto tem a ver com a sua originalidade e sofisticação que, à partida, poderá parecer complexo.

Quanto a outras dúvidas, venham elas, tentarei responder, se souber, naturalmente. Ah, e se o Pedro não se importar, claro.

Pedro, peço desculpa por mais este longo texto.

Cumprimentos

Sand disse...

Desde ja agradeço os esclarecimentos prestados pelo sr. antonio campos,mas todas as duvidas lançadas continuam sem resposta .

Continuo sem saber qual a razão de 4000 portugueses ja terem aderido ao negocio da Agel e nao ter sido vendida 1 unica unidade do gel sem ser para os futuros distribuidores agel.

Como a empresa está há 2 anos em Portugal,e mais uma vez nao foi vendido 1 unico pacote de para o publico .


Parto do pressuposto que o negocio da Agel consiste em :

1º - vender o gel de forma personalizada ,todos aqueles que aderem tornam se clientes da Agel e consomem o seu produto(os varios geis). Todos que entram no negocio agel estao no fundo a tornar se clientes agel,pagam 120 euros por mes e têm direito ao produto em casa todos meses.

2º - atraves do pagamento dos 200 ou 900 euros,têm o "previlegio" de receber comissoes por outros consumidores que consigam encorporar na rede Agel.

E é aqui que reside a grande polemica,quando falam em rede de distribuidores,estam a utilizar o termo incorrecto,o termo correcto é rede de consumidores.

Ninguem é distribuidor de nada,se ja estao cá há 2 anos e nao venderam 1 unica unidade,todos os que entram sao consumidores que beneficiam atraves de comissoes com a entrada de novos consumidores.

Quando me apresentaram a Agel me tivessem dito : "olha,tenho aqui um produto fantastico,faz maravilhas ao teu organismo,e se pensares o mesmo que eu,e quiseres fidezar o teu consumo atraves da encomenda mensal do artigo ,eu posso beneficiar com a tua preferencia pela agel,ja que recebo uma comissao pelo teu consumo.E se quiseres ser um pouco ambicioso ,e ganhares tambem tu uma comissao por recrutares outros consumidores para os produtos da Agel,ficaremos ambos satisfeitos quer com o consumo do produto quer com as comissoes que ambos fazemos com a satisfaçao que outros tem com o consumo do gel,eu teria feito outras perguntas tais como :

- os geis têm certificado de qualidade?
- foram testados e as suas qualidades comprovadas atraves de laboratorio e estudos cientificos?

E claro,o meu gosto pessoal,atraves da experimentação do produto,seria decisiva na minha resposta.

Mas quando referem a Agel como MLM ,outras questoes ainda mais serias se levantam :

- esta a agel autorizada a comercializar o produto em portugal,tem licença legal para o fazer?
- estao os produtos certificados de forma a que seja legal a sua comercialização?
- nao tendo a agel uma delegação em portugal,no caso de uma fiscalização pelas autorizadas competentes quem assume as responsabilidades ?
-no caso de algum lote do produto ter prejudicial á saude,como ocorre a retirada de venda do produto do mercado ,quem assume as responsabilidades judiciais?
- sou ressarcido no caso de a empresa cessar funçoes?

Conclusoes finais :
- enquanto a Agel for uma rede de consumo interno,visto que o gel nao pode ser comercializado ,e face á concorrencia do mercado dentro do mesmo sector,é exageradamente alto o valor pago pelo produto alimentar que estamos a consumir.E quando ,acima de tudo,nenhum das suas qualidades esta comprovadas.Alem do mais o target destes geis é sobretudo o mercado americano com a sua alimentaçao fast food ,do que o mercado portgues.

- a grande atracçao do negocio agel enquando rede de consumo interno sao as comissoes que se recebe atraves do recrutamento de outros consumidores. vejam bem o esquema que o sr. Menard colocou no seu blog e vejam como é dificil ganhar o quer que seja com isto.Não se esqueçam tambem do dinheiro que perdem com deslocaçoes de forma aliciar outras pessoas a serem consumidoras ,e outros gastos como almoços ,jantares ou outras dispesas diversas.

- Quando o produto for realmente comercializado ,e a Agel uma verdadeira MLM ,e os distribuidores serao realmente distribuidores, os geis terao de enfrentar a concorrencia de outros produtos similares,e ai ,face ao valor de sada pacote,a penetraçao de mercado sera nula ou quase inexistente,porque muito que o produto seja bom (mais uma vez ainda nao comprovado) ,o seu preço será a estocada final neste negocio.

A grande mentira nisto tudo é aliciarem as pessoas para um negocio onde nao existem vendas para o publico ,onde nao existe negocio no fim de contas,e onde apenas as comissoes de fidelização contam para se ganhar algum dinheiro ao fim do mes.

P.S. : Acho delicioso o pormenor de ,para se começar um negocio,ja temos de ter outra fonte de rendimentos,porque os 200 ou 900 euros iniciais,mais os 120 euros mensais nao caem simplesmente do ceu.

Cumprimentos

Anónimo disse...

"P.S. : Acho delicioso o pormenor de ,para se começar um negocio,ja temos de ter outra fonte de rendimentos,porque os 200 ou 900 euros iniciais,mais os 120 euros mensais nao caem simplesmente do ceu."

Sem comentários...

Já agora como queria começar uma negocio?? abrir uma empresa sem despesas sem nada a pagar, e ainda queria que lhe pagassem era???

lolol, nem sabem do que falam..

se me indicar um negocio em que nao temos de investir diga-me que eu abro logo uma dessas.

Anónimo disse...

...e mais,se quiser pode investir apenas os 200, porque se trabalhar recupera logo num mês esses 200 e fica com um rendimento suficiente para pagar os tais 120 por mes, e depois já com os lucros fazer o upgrade para executivo, mas isso é a minha maneira de ver, nao podemos ver todos da mesma forma, se nao a agel já tinha para ai uns milhoes de portugues...

Anónimo disse...

"Antes de mais, quero pedir-lhe desculpa por usar e abusar do seu espaço, mas quando começo a falar de um assunto…"

>>> Caro António, não abusa nada e não tem nada de pedir desculpa. Este espaço serve também para debater ideias. Era bom que houvesse mais gente como o Sr.

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"Também lhe agradeço os comentários. Eu aprecio sempre um debate de ideias, embora pense que este método não é o mais adequado. Sinceramente, não aprecio muito os blogues, não pelo seu conteúdo mas especialmente pela sua estrutura. Obviamente que há blogues que servem apenas para os seus criadores desabafarem o que lhes vai na alma, muitas vezes sem o respeito pelos outros e pelas instituições, mas também há alguns que sei serem de interesse. Confesso que este não me merecia muita atenção, logo pelo título. Mas, não sei porquê, resolvi ler alguns passos e interessei-me.

Mas o que não gosto verdadeiramente é a estrutura dos Blogues (pelo menos os que conheço). Julgo não ser muito prática a consulta dos artigos e acabo por nunca saber bem onde estou. Por exemplo, se quero ler uma sequência de artigos, tenho de começar pelo fim, andando para baixo para ler o artigo, depois voltar um pouco acima para ler o outro, voltando a rodar para baixo. Depois, sou obrigado a ler uma tira de texto com um terço da largura do monitor (que desperdício). Mas é apenas a minha opinião…"

>>>> Estou de acordo consigo. Optei por um blog por causa da relativa simplicidade em "montar a casa". Um site de Internet autónomo é coisa muito mais complicada de fazer.

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"Só um tolo pode pensar que vai ganhar mundos e fundos logo no início, embora isso aconteça, de facto, com alguns. "

>>> Não se esqueça que para pelo menos 50% dos membros do negócio, não vai haver qualquer hipótese de lucro. A não se que essa gente se ponha a tentar vender o produto. E dessa forma o mais que ganham são uns trocos para ter no bolso.

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"Do mesmo modo, tal como em todos os negócios, ninguém garante que este é para sempre."

>>> No caso da Agel, há precisamente a garantia contrária - que não é para sempre.

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"Por acaso já ouviu falar do processador de texto WordPerfect? Foi um grande sucesso informático e comercial mas… já desapareceu. O seu criador é um dos donos de uma grande empresa de capitais de risco nos EUA, a ASH Capital. Esta empresa foi a que financiou o lançamento da Agel. Curioso não é? Acasos dos negócios."

>>>> Sim, conheço essa história toda. Por acaso até cheguei a trabalhar com essa ferramenta.
Muito Curioso. O que é que beneficiamos todos com esta informação, ao ceerto?

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"Mas falando dos negócios e do emprego, em geral, há alguém que se preocupe com o estado financeiro da empresa ou entidade para a qual vai começar a trabalhar? A única coisa que sabem é que vão ter um contrato por X tempo e já é muito bom. Olhe, a minha mulher já anda nisso há uns 15 anos (é professora contratada). E por acaso alguém se preocupa se o seu colega no serviço vai lá ficar muito tempo ou se vai para a rua no mês seguinte? Provavelmente até pensam “oxalá que o despeçam a ele e não a mim”."

>>> Não entendo onde quer chegar. o que é que isto tem a ver com a Agel? Não é porque determinado emprego/trabalho é mau/bom que o esquema da Agel é legítimo e aceitável. É que nem podemos comparar uma coisa com a outra.

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"Quanto ao jeito para o negócio ou para qualquer profissão, cada um sabe de si."

>>> Concordo.

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"Em relação à Agel, tudo é explicado ao pormenor, só aceita quem quer.

>>> Só aceita quem quer, certo.
Contudo, nem tudo é explicado ao pormenor. Por acaso passa-se ao contrário. Há muitas omissões. E há algumas mentiras também. E há também uma grande aposta em descredibilizar a vida das pessoas, levá-las a pensar que é horrível, e que a Agel é a salvação ao virar da esquina. Há vários videos da Agel que apontam precisamente nesse sentido, por exemplo.

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"Numa empresa, quantas vezes somos admitidos com uma finalidade e depois passamos a fazer outros trabalhos, por vezes bastante diferentes do inicialmente acordado? E quantas vezes arranjamos um emprego, simplesmente porque precisamos do dinheiro, pouco importando se temos arte para o ofício (foi o que aconteceu comigo na tal loja de electrodomésticos)?"

>>> Verdade. A vida por vezes é madrasta. A minha opinião relativamente à Agel mantém-se inalterada. Aliás, fico mais irritato ainda quando penso que o "trabalho" que vou fazer para a AGEL não passa de recrutamento. O que interessa é apenas recrutar pessoas. Não há outra coisa em cima da mesa, embora muita gente não se aperceba desta realidade logo de início.

---

"Sobre os ganhos, como disse, inicialmente poderão ser baixos, mas a tendência é para aumentarem exponencialmente, ao passo que um salário é fixo e mesmo as comissões de vendas em muitas empresas têm um tecto."

>>> Mais uma vez, não se esqueça que, para pelo menos 50% dos inscrito, os do fundo da pirâmide, não vai haver NUNCA qualquer hipótese de ganho de comissões.
Ao passo que, numa empresa normal, toda a gente ganha pelo menos um salário.

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"É certo que é preciso fazer algum investimento (em que negócio isso não é preciso?). Na Agel, esse investimento é a compra de produtos, isso é bem claro. Eu fico com os produtos, se entender que não quero consumi-los, posso oferecê-los ou mesmo vendê-los.
Para esclarecimento, refiro que o valor do pagamento inicial é essencialmente para o produto (4 caixas), mais o IVA (é verdade, paga-se mesmo IVA) e para os portes de envio. Mas existe uma espécie de “Taxa de Adesão”, no valor de 25,00 euros.

>>>> De acordo. Já não estou tanto de acordo quanto ao preço do produto, que acho excessivo para o nosso mercado. 60€ por 1 caixa de 30 pacotes de sumo? Talvez em França isso seja adequado. E fazer da adesão à rede uma encomenda inicial de pelo menos 4 caixas de produto é apenas a forma da AGEL NUNCA perder dinheiro.

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"Confesso que não sei se dão resultado, o tempo o dirá. Mas por acaso já entrou numa loja de produtos nutricionistas? E há várias, por vezes com produtos totalmente distintos mas para os mesmos efeitos. E faz alguma ideia do número de pessoas que cada vez mais procuram desses produtos? Mais uma vez estou a falar com conhecimento de causa, pois a minha mulher já fez algumas dietas com incorporação de alguns desses produtos. Fui a algumas dessas lojas, a consultórios, vi o movimento que existe e presenciei várias conversas com familiares, amigos e conhecidos sobre essas questões. Tudo isto muito antes de conhecer a Agel."


>>>> A AGEL vai tirar negócio a essas lojas todas de produtos nutricionistas. E vai fazê-lo de uma forma desonesta, sem que elas tenham sequer hipotese de combater de volta, ao abrigo do mercado da livre concorrência.
Leia com mais atenção esta mensagem do "Descubra" as diferenças", se é que ainda não o fez.

"Tem razão no que diz, mas eu estava a referir-me a um pedido DIRECTO das empresas. Vamos ser realistas… quase ninguém liga ao que vem nos rótulos, com excepção do prazo de validade. Por vezes existem folhetos que vêm junto com os produtos mas são quase sempre para sorteios ou promoções, não para pedir opiniões. E mesmo que o fizessem, o mais certo era irem para o lixo."

>>> Se a Agel tem assim tanto interesse na opinião das pessoas, porque é que não traduziu, ANTES DE ENTRAR no mercado, a informação toda para português? Como é que uma empresa que afirma incentivar as vendas não faz uma coisa destas, tão trivial e tão essencial para o negócio?

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Aí é que está a grande diferença entre a Agel e as restantes empresas – o conceito. Esse conceito começa precisamente no produto (baseado na Tecnologia de Suspensão em Gel) e complementa-se no método de distribuição, consumo e compensação. Tudo junto, estamos perante um conceito novo e diferente, inovador e revolucionário.

>>> O Sr. consultou as informações relativas à empresa ASH mas esqueceu-se das informações relativas aos esquemas em pirâmide.
O tal "conceito novo e diferente, inovador e revolucionário" não passa de uma reciclagem maquilhada a um processo que já tem décadas de rugas, e que por cá ainda não se deu a conhecer tão espampanentemente como com a AGEL.
O conto do vigário tem sempre uma abordagem nova a cada tentativa diferente.

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"Mas como em tudo, ninguém é obrigado a aderir, assim como ninguém é obrigado a usar os produtos da Microsoft, embora até reconhecendo que sejam os melhores."

>>> Infelizmente para a Agel, não há nenhum comprovativo válido que diga que os seus produtos são os melhores. É uma comparação descabida.

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"A nossa vida não se baseia apenas nos conceitos de CERTO ou ERRADO, BEM ou MAL. Que tal pensarmos em termos como IGUAL ou DIFERENTE? Em minha opinião, é precisamente o que se passa com a Agel – é DIFERENTE. E todos sabemos como, por vezes, é difícil lidarmos com algo diferente, a que não estamos habituados, mexe connosco, mas há um dia em que o preconceito desaparece… depois explico-lhe como aconteceu comigo, se tiver interesse em saber, claro."

>>>> Aceito a sua opinião em relação ao "diferente". Aceito também que "tenha mexido" consigo. Eu também senti isso tudo quando me apresentaram o negócio a mim. E ainda mais estranho me senti quando comecei a levantar as pontas do véu e a aperceber-me da trafulhice toda escondida por detrás dele.
"A nossa vida não se baseia apenas nos conceitos de CERTO ou ERRADO, BEM ou MAL", certo. MAS TAMBÉM de baseia neles. Quando eu vejo um gatuno a entrar em casa de um vizinho, posso apelidar a experiência como sendo "diferente", e depois posso avaliá-la como sendo "ERRADA", "MÁ", e denunciá-la à polícia.

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"Pedro, não se trata de nenhuma astúcia na minha frase. Esse é o filme de qualquer empresa que quer prosperar no mercado, mais consumo = mais ganhos. Mais uma vez a Agel está a ser diferente. Fazendo uma comparação, numa qualquer empresa de produtos, quanto mais nós, consumidores, consumirmos, mais a empresa ganha, certo? E quando a empresa ganha, para onde vão os lucros? Na maioria delas, vai 100% (ou perto disso) para os seus gestores ou donos, certo? Ou conhece alguma que reparta… digamos, 10%, entre os seus funcionários?"

>>>> Não conheço nenhuma. Nem sequer a Agel. Mas já que falamos de repartição justa dos lucros, então porque não convidar todos aqueles que estão a ganhar dinheiro com a AGEL a repartir esses lucros com os que estão a perder? Se fossemos fazer as contas, rápidamente veríamos que não havia dinheiro nem para metade dos prejudicados.
Que tal as estatíticas de 10% dos membros a terem lucro e 90% a terem prejuízo? O que me diz a esta distribuição de riqueza? Parece-lhe justa? A mim parece-me ainda mais horrenda do que a da empresa que deu no exemplo. Ao menos aí NINGUÉM está a perder nada. Há um salário que é pago a todos.

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"Já agora, convém que nos lembremos que os funcionários de uma determinada empresa, seja ela qual for, também podem consumir os produtos da empresa em que trabalham, certo? (ou não?)"

>>> Certo. PODEM. Não são obrigados a isso. E agora repare nesta pequena nuance - PARA RECEBEREM COMISSÕES, os vendedores dessa empresa não têm de comprar nada à empresa. Numa futura mensagem minha, neste blog, terei oportunidade em explicar porque é que isso faz a diferença em termos LEGAIS, entre um negócio honesto e uma fraude.

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Na Agel, a parte do consumo é idêntica, tem de haver sempre alguém a consumir (comprar), seja dos seus “funcionários”, seja de terceiros (sim, isso também é possível). A grande diferença está na repartição dos lucros, que é feita pelos seus colaboradores/consumidores. Não vejo nada de errado, vejo algo diferente."

>>>> >> A parte do consumo é idêntica, sim, mais ou menos. A grande diferença está na geração da riqueza - que é feita apenas dentro da rede, e que dessa forma corta logo pela raiz a hipótese de uma justa repartição dos lucros, como já foi explicado. Eu também vejo uma diferença, mas vejo uma diferença desonesta.


---

"Aqui o Pedro mostra que não conhece como tudo se processa. Há três hipóteses de funcionar com a Agel:

1ª Consumir o produto e tornar-se “membro” aderindo ao plano de compensações.
2ª Consumir apenas o produto. Para o efeito, basta contactar algum membro e inscrever-se como cliente preferencial. Passará a receber o produto em casa e o seu consumo conta para efeitos de comissão do membro que o inscreveu.
3ª Não fazer nada.


Logicamente que ao ser-se um cliente preferencial, e querendo ser um consumidor habitual, porque não entrar no plano de comissões?"

Que tal porque é desonesta? E fraudulenta?

Quem quer consumir o produto limit-se a comprá-lo. Coisa que não estou a ver muita gente a fazer.

" A única coisa que tem de fazer é pagar a tal taxa de 25,00 e comprar um mínimo de 4 caixas. "


>>>> É "só fazer isso". Comprar, no mínimo, 250€ de sumos. Quem é que no seu perfeito juizo, e não tendo um esquema milagroso de gerar dinheiro por trás, se vai disponibilizar a pagar 250€ por quatro caixas de sumo que não conhece de lado nenhum?

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"Ninguém o obriga a “recrutar” ninguém, mas quem sabe, se com a ajuda de outros membros, ou mesmo sozinho) isso até não pode vir a acontecer, resultando nalguns ganhos?"

>>>> Ninguém obriga niinguém a recrutar, mas quem está inscrito sabe que se não o fizer não vai ganhar dinheiro nenhum, e logo, mais valia não se ter inscrito.

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"Assim, os números que apresenta nos seus exemplos, não passam disso mesmo, apenas números. O crescimento é imprevisível, quer em quantidade, quer em duração no tempo."

>>> Certíssimo. Apresento modelos teóricos. Alguns deles com admitidos erros. Não escondo esses factos.


"A única coisa certa, e o Pedro refere esse GRANDE pormenor (passe a contradição), é que quem mais cedo se tornar membro, mais hipóteses tem de auferir maiores ganhos e mais rapidamente."

>> Idem Aspas.
Nada disto invalida, contudo, a fraudulência do negócio e a insustentabilidade do mesmo.

Cumprimentos,

Pedro Menard

António Campos disse...

Meu caro (ou minha cara) Sand,
Tem de ler com mais atenção o que escrevi (tal como o deveria ter feito quando recebeu a apresentação da Agel).
Eu respondi à sua questão sobre a venda dos produtos, mas volto a repetir. À semelhança de vários outros que referi e que já estão em Portugal há muitos anos (Tupperware, Avon, Círculo Leitores, Rainbow, etc.), os produtos da Agel não se encontram à venda em lojas. Mas qualquer pessoa os pode comprar, têm é que falar com alguém que seja membro da Empresa. Espero ter esclarecido definitivamente esta dúvida.
Mas isso leva-me a outra questão que também tem sido muito criticada – o facto de termos de arranjar outros membros para ganharmos dinheiro. De facto, se isso acontecer, eu ganho MAIS dinheiro, mas não é condição cinequanon para eu ganhar dinheiro. O que conta é o volume de vendas que eu (e quem está na minha rede) gera. É completamente indiferente se eu tenho 100 pessoas como membros ou apenas como consumidores. Imagine a grelha de bolinhas que todos conhecemos: em vez de colocar as 100 bolinhas dependentes umas das outras, coloque 50 à esquerda e outras 50 à direita da primeira bolinha (EU, por exemplo). Ficaria algo do género:…. O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-EU-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O-O.
Deu para entender? Todas essas bolinhas seriam pessoas que compram os produtos através de mim mas que não se tornaram membros da Agel. É aqui que o(a) Sand encontra a tão desejada venda ao “público”.
Com base nisto, dá para entender que os pressupostos que refere a seguir, na sua argumentação, estão QUASE certos, falta incluir estes tais “clientes”, que não têm de comprar as caixas iniciais para se tornarem membros.
Quanto ao termo “distribuidores”… bom, aconselho uma consulta ao dicionário. Em lado nenhum diz que “distribuir”, “distribuidor” ou “distribuição”, seja de produtos. Portanto, eu posso distribuir produtos, serviços, dinheiro, cartas, panfletos, informações, etc. Até posso distribuir beijos e abraços. Na Agel distribui-se o produto (não tenho de ser eu a fazê-lo directamente, obviamente), mas também, e principalmente, o CONCEITO, que passa pelo Produto e pelo Plano de Comissões.
Sobre os certificados de qualidade… agora que fala disso, fez-me entrar em pânico. Então não é que fui à minha dispensa e chego à conclusão que tenho de deitar tudo fora? Nenhum produto indica que tem um certificado de qualidade. Pior, ando há mais de 40 anos a comer pão e nunca pedi os certificados de qualidade aos padeiros. E a água da torneira que bebo todos os dias? Será que a minha Câmara tem o seu certificado de qualidade? E o que comemos nos Restaurantes? Mas posso ficar descansado que não tomo cafés, já viu o que era pedir certificados de qualidade antes de tomar uma bica? Olhe, eu nem quero pensar nisso, senão morro à fome.
Meu caro (minha cara) Sand, a certificação em Qualidade é um instrumento muito recente e ainda bem que foi criado, mas uma coisa é certa, são muito poucos os produtos e empresas que têm Certificados de Qualidade. A empresa onde trabalho conseguiu alguns, recentemente, mas nem imagina o que é preciso para os conseguir e manter, daí a dificuldade na sua obtenção.
Ao contrário do que afirma, a Agel está em Portugal há sensivelmente um ano, ela foi criada, isso sim, há dois, nos EUA. Mas tem toda a razão, seria uma grande vantagem se os produtos da Agel tivessem certificado de qualidade, assim como todos os bens que consumimos e todos os serviços que nos prestam. Infelizmente não é o que acontece, esperemos que para lá se caminhe.
Quanto aos testes e análises, é óbvio que eles foram feitos, se assim não fosse, acha que um produto desses estaria a circular nos EUA? Eles têm um controlo muito mais rigoroso do que nós. Mas a mesma questão se levanta, onde estão os resultados dos testes e análises a tudo o que consumimos diariamente?
Sand Questionou:
--- “- esta a agel autorizada a comercializar o produto em portugal,tem licença legal para o fazer?
- estao os produtos certificados de forma a que seja legal a sua comercialização?
- nao tendo a agel uma delegação em portugal,no caso de uma fiscalização pelas autorizadas competentes quem assume as responsabilidades ?
-no caso de algum lote do produto ter prejudicial á saude,como ocorre a retirada de venda do produto do mercado ,quem assume as responsabilidades judiciais?
- sou ressarcido no caso de a empresa cessar funçoes?”---
Já ouviu certamente falar de globalização, certo? Sabe o que isso significa? Sabe como funciona o mercado europeu? Sabe o teor dos acordos comerciais entre a CEE, Portugal e os EUA ou a China, por exemplo? Eu também não conheço esses acordos, mas uma coisa é certa, há muita coisa de qualidade duvidosa a circular em Portugal e uma enormidade de produtos de que não temos qualquer informação, para além do rótulo. Felizmente que temos uma entidade que vai fiscalizando como pode (ou não) e a Agel deu conhecimento à ASAE dos produtos que iria comercializar em Portugal. Será que as outras empresas estrangeiras fizeram o mesmo? E os chineses?
Vivemos no século XXI e não estamos isolados do resto do mundo, apesar de alguns assim pensarem (e outros assim quererem). Não sendo advogado, mas à luz dos conhecimentos que tenho, as suas perguntas são facilmente respondidas.
- Como referi, a Agel informou a ASAE sobre os seus produtos, não precisa de uma licença especial, ao contrários dos medicamentos, por exemplo.
- Não é preciso um certificado para comercializar um produto.
- Todas as responsabilidades têm de ser assumidas pela Empresa, a AGEL, seja em Portugal, nos EUA ou na China.
- A distribuição é feita através da Europa, os pacotes e as caixas têm a indicação do lote e, através da internet (cada membro tem uma página própria), rapidamente se dissemina um aviso. Como tudo funciona em grupos, ainda temos os avisos de membro para membro.
- Ressarcido? De quê? Recordo que se compram produtos, e quando se compra uma coisa é porque se tem interesse nela, embora haja um prazo de ponderação para se poder devolver. Mas em caso de falência ou “fecho de portas” (penso que é a isso que se refere), obviamente que não há nada a reclamar. Como qualquer produto perecível, tem um prazo para reclamar, mas não para exigir ser ressarcido se a empresa fechar. Se o Continente der o berro, vai lá exigir alguma coisa? Vai devolver as compras que fez no dia anterior? Quem diz o Continente, diz a lojinha da esquina, ou a Avon, por exemplo.
Sobre as suas conclusões…
Sim, o produto é caro, assim como o são muitos outros na área do nutricionismo e bem-estar. Mas este é inovador e isso, normalmente, tem um custo acrescido. Por outro lado, facilmente se recupera o que se gasta, em termos financeiros.
Fast Food é nos EUA? Só se for para rir. E não é em Portugal? Mas o problema não é só o Fast Food, mas particularmente a má e irregular alimentação que muita gente tem. Devem ser pouquíssimas as pessoas que se podem gabar de ter sempre uma alimentação correcta e equilibrada. Até se pode andar certinho uns dias, mas rapidamente se desviam.
É verdade, AINDA não há concorrência para os produtos da Agel, mesmo que estes estivessem disponíveis para o público em geral.
Mais uma vez lhe digo, um negócio não tem necessariamente de ter vendas ao público. E também denota que não sabe como se inicia um negócio. Então como julga que se começa um negócio? Isso é que não cai do céu, certamente. Já imaginou eu agora dizer: “Comecei um negócio de… venda de berlindes” e no dia seguinte aparecem-me 10 putos a bater à porta para comprar berlindes. Como é que eles souberam que eu ia vender berlindes, se só agora decidi e comecei? E onde estão os berlindes para lhes vender? E os sacos para os guardar? E os livros de facturas e recibos? E a caneta para os passar? Tudo isto não tem custos?
Uma coisa é certa, poucos ou nenhuns negócios lhe permitem ter um arranque com um investimento tão pequeno e que, ainda por cima, é feito através da compra de produtos para consumo próprio e não para compra de material de logística ou economato, aluguer de estabelecimentos, publicidade, empregados, stocks, etc.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Caro António Campos,

Cumpre-me esclarecer alguns pormenores que considero erróneos na explicação que oferece ao/á Sand.

Em primeiro lugar, as empresas que considera semlehantes à Agel quanto ao modelo de venda. O Sr. Atónio diz: "À semelhança de vários outros que referi e que já estão em Portugal há muitos anos (Tupperware, Avon, Círculo Leitores, Rainbow, etc.), os produtos da Agel não se encontram à venda em lojas."

Estas empresas, qualquer uma delas, e mais os seus modelos de vendas, operam na legalidade. São modelos sustentáveis porque premeiam, com ou sem comissões, as VENDAS para fora da rede de associados. O Círculo de Leitores é aqui uma excepção, mas o Círculo de Leitores não promete ganhos monetários de espécie alguma aos seus associados. Os associados sabem que estão a comprar livros (numa base periódica) e o negócio da empresa passa apenas por aí. Os associados não têm/mantêm qualquer tipo de negócio. Sabem que não vão ter qualquer lucro baseado em comissões ou o que quer que seja. Para além disso, os livros vendidos pelo C.L. estão há venda em qualquer outra livraria. Há um mercado aberto, em concorrência saudável.


O Sr. Atónio diz: "Mas qualquer pessoa os pode comprar, têm é que falar com alguém que seja membro da Empresa. Espero ter esclarecido definitivamente esta dúvida."

E eu espero ter escalrecido que as empresas em questão não podem ser comparadas à Agel. As empresas em questão são sustentáveis porque ninguém fica, em tempo algum, a perder dinheiro. Na Tupperware e na Avon, por exemplo, as pessoas não são obrigadas a comprar produtos para ter comissões. As comissões resltam das vendas que os associados conseguem fazer para fora da rede. Se não conseguirem, as empresas voltam a receber o produto e devolem o dinheiro. Um modelo justo. O modelo normal para falarmos de COMISSÕES.


O Sr. Atónio diz: "Mas isso leva-me a outra questão que também tem sido muito criticada – o facto de termos de arranjar outros membros para ganharmos dinheiro. De facto, se isso acontecer, eu ganho MAIS dinheiro, mas não é condição cinequanon para eu ganhar dinheiro."

Peço desculpa, mas essa é, de facto, a única condição para ganhar dinheiro. E essa é, de facto a coisa que mais critico no modelo todo. Quando não houver mais pessoas para aderirem à rede, e ao contrário do que se passas nas empresas todas que mencionou anteriormente, as que lá estão vão começara a desistir e a pirâmide vai desfazer-se. Não estou, de facto, a ver ninguém a tentar vender o que quer que seja, por duas razões essenciais: 1) Ninguém vai vender os produtos a amigos e familiares para Ganhar dinheiro. Quando muito vendê-lo-ão a preço de custo. 2) Ninguém vai vender os produtos a desconhecidos. Seriam necessárias FACTURAS, coisa impensável para os membros da Agel.
Sempre podem colocar esses desconhecidos como "Clientes Preferênciais", mas não estou a ver alguém a dar 60€ por uma caixa com 30 pacotitos de sumo numa base regular.
E mais, a AGEL proíbe a venda do produto em lojas. LOGO, que mercado é que sobra? NENHUM!

O Sr. Atónio diz: "É aqui que o(a) Sand encontra a tão desejada venda ao “público”.
Com base nisto, dá para entender que os pressupostos que refere a seguir, na sua argumentação, estão QUASE certos, falta incluir estes tais “clientes”, que não têm de comprar as caixas iniciais para se tornarem membros."

>>> E que de facto não existem. É uma miragem.

O Sr. Atónio diz: "Sobre os certificados de qualidade… agora que fala disso, fez-me entrar em pânico. Então não é que fui à minha dispensa e chego à conclusão que tenho de deitar tudo fora? Nenhum produto indica que tem um certificado de qualidade. Pior, ando há mais de 40 anos a comer pão e nunca pedi os certificados de qualidade aos padeiros. E a água da torneira que bebo todos os dias? Será que a minha Câmara tem o seu certificado de qualidade? E o que comemos nos Restaurantes? Mas posso ficar descansado que não tomo cafés, já viu o que era pedir certificados de qualidade antes de tomar uma bica? Olhe, eu nem quero pensar nisso, senão morro à fome."

Colocar os produtos da AGEL ao nível de produtos alimentícios vulgares, alguns de primeira necessídade, é mais um erro grosseiro, ou então uma tentativa de fugir à realidade. Se os alimentos que consumimos no nosso dia a dia não têm certificados de qualidade deve ser porque não vêm acompanhados de uma publicidade enfabulada a dizer que são tecnologicamente avançados, que são absorvidos de forma ultra-rápida, e que podem produzem certos efeitos físicos de "bem estar". O que pretendemos todos saber é se existem testes (certificados, se lhes quiser chamar assim) feitos por laboratórios isentos e credíveis acerca da veracidade destas afirmações.


O Sr. Atónio diz: "Quanto aos testes e análises, é óbvio que eles foram feitos, se assim não fosse, acha que um produto desses estaria a circular nos EUA? Eles têm um controlo muito mais rigoroso do que nós. Mas a mesma questão se levanta, onde estão os resultados dos testes e análises a tudo o que consumimos diariamente?"

Veja a resposta anterior, s.f.f.
Nã tente baralhar as coisas.
A dúvida que o/a Sand tem é legítima. E se os produtos fizeram mal a certas pessoas?
Ainda mais apertado que o controlo da Administração Norte Americana sobre produtos, é o controlo sobre medicamentos... e de vez em quando lá se apanha um ou outro que fazem mal a isto ao àquilo, depois de já estarem a ser comercializados.

O Sr. Atónio diz: "Felizmente que temos uma entidade que vai fiscalizando como pode (ou não) e a Agel deu conhecimento à ASAE dos produtos que iria comercializar em Portugal."

Felizmente que sim. Agora pergunto-lhe: o Sr. António saber se de facto a AGEL deu conhecimento à ASAE? Ou disseram-lhe e o Sr. Acreditou? É que as versões que existem aí a cicrular já são mais que muitas. Uma delas, a mais frequente, diz que há um certificado da ASAE, embora eu nunca o tenha visto. Outra diz que foi o Semanário Expresso que pediu à ASAE para analizar o produto. Outra ainda, a que ouvi mais recentemente, diz que a aceitação do produto para ser vendido no mercado nacional passa pelo Ministério da Agricultura, e não pela ASAE.

Em que é que ficamos, afinal de contas?


O Sr. Atónio diz: "Será que as outras empresas estrangeiras fizeram o mesmo? E os chineses?"

>>> Não é por acaso que de vez em quando a ASAE lá fecha uma ou outra loja chinesa. Mas gostei da comparação, desta vez. Pode ser que um dia destes a ASAE decida acabar com o negócio fraudulento da Agel.



O Sr. Atónio diz: "- Como referi, a Agel informou a ASAE sobre os seus produtos, não precisa de uma licença especial, ao contrários dos medicamentos, por exemplo."

Não acredito que o tenha feito, e a tê-lo feito, não sei qual a razão.


O Sr. Atónio diz: "- Todas as responsabilidades têm de ser assumidas pela Empresa, a AGEL, seja em Portugal, nos EUA ou na China."

Pois têm. O pior é quando NÃO HÁ uma Agel em Portugal. O Pior é quando a responsabiliade não é assumida por ninguém. Diga-me o Sr. onde me posso dirigir, em Portugal, para pedir informações institucionais sobre a Agel?



O Sr. Atónio diz: "- Ressarcido? De quê? Recordo que se compram produtos, e quando se compra uma coisa é porque se tem interesse nela, embora haja um prazo de ponderação para se poder devolver. Mas em caso de falência ou “fecho de portas” (penso que é a isso que se refere), obviamente que não há nada a reclamar. Como qualquer produto perecível, tem um prazo para reclamar, mas não para exigir ser ressarcido se a empresa fechar. Se o Continente der o berro, vai lá exigir alguma coisa? Vai devolver as compras que fez no dia anterior? Quem diz o Continente, diz a lojinha da esquina, ou a Avon, por exemplo.

O Continente, ou a Avon não impingem a ninguém a compra de 230€ em caixas de pacotes de sumo. Há uma grande diferença. E nem vou falar dos 960€ + 16 caixas...

Sabia que a nos Estados Unidos, este tipo de negócios estão protegidos por uma cláusula legal que OBRIGA as empresas a pagarem de volta todos os custos que qualquer inscrito tenha tido caso ele desista nos primeiro 6 meses de "actividade". Todos os custos significa mesmo todos os custos. É produtos, é inscrição, é despesas de envio, etc.

O Sr. Atónio diz: "Sim, o produto é caro, assim como o são muitos outros na área do nutricionismo e bem-estar. Mas este é inovador e isso, normalmente, tem um custo acrescido. Por outro lado, facilmente se recupera o que se gasta, em termos financeiros."

Esta conclusão é falaciosa. Nem neste momento, em que o negócio está ao rubro, esta condição se verifica. E quando chegarmos mais perto da saturação vai-se verificar o contrário: é quase impossível para alguém recuperar o investimento.



O Sr. Atónio diz: "É verdade, AINDA não há concorrência para os produtos da Agel, mesmo que estes estivessem disponíveis para o público em geral."

Não acredito em si. Peço desculpa, mas não acredito.



O Sr. Atónio diz: "Mais uma vez lhe digo, um negócio não tem necessariamente de ter vendas ao público. "

É verdade, mas dentro dessa realidade, há uns que são legais e outros que não são assim tão legais.

O Sr. Atónio diz: " Uma coisa é certa, poucos ou nenhuns negócios lhe permitem ter um arranque com um investimento tão pequeno e que, ainda por cima, é feito através da compra de produtos para consumo próprio e não para compra de material de logística ou economato, aluguer de estabelecimentos, publicidade, empregados, stocks, etc."

> A reunião destas condições-maravilha é uma garantia de que alguma coisa não bate certo. Mas leiam o resto do meu blog para seber ao certo o quê!

Cumprimentos,

PM

António Campos disse...

Caro Pedro,
Obrigado pelos seus comentários. Aqui deixo os meus.
Sobre a expansão do negócio, em geral…
Não conheço nenhuma empresa, seja de que ramo for, que possa garantir quanto vai durar, mas todas elas ambicionam que seja o maior tempo possível. Agora quanto ao crescimento, já se poderão fazer previsões, se bem que não passem disso mesmo, previsões. Neste contexto, obviamente que uma empresa portuguesa, a operar exclusivamente no mercado nacional, terá um futuro muito incerto quando comparada com uma empresa idêntica em Espanha e muito mais obscuro, quando comparada com uma empresa idêntica nos EUA. As diferenças de tamanho do mercado são assustadoras. Ora, se virmos que a Agel funciona já em 42 países, entre eles os próprios EUA, não preciso de dizer mais nada quanto às expectativas, previsões ou possibilidade de negócio em Portugal.
Naturalmente que eu não vou fazer demonstrações para Espanha, mas apenas perto de onde moro, mas sei que basta uma única pessoa da minha equipa colocar um membro estrangeiro na mesma (já falei disto num anterior comentário) para que as possibilidades de aumento de mercado se multipliquem muitas vezes. Este é mais um fruto da tão falada globalização.
Quando diz que 50% dos membros não terão lucro, está-se a esquecer deste facto e apenas a considerar o universo da população portuguesa. Acredito perfeitamente que um dia só a venda dará lucro, mas esse dia não será amanhã, com toda a certeza, e ainda vem longe. E se estiver perto, significa que já há muita gente a ganhar dinheiro. Falei com alguém conhecedor da HerbaLife que me disse conhecer um membro que gasta 400 contos mensais, para conseguir ganhar dois mil e tal (achei estranho, mas foi o que me disse). Isto acontece porque a empresa já passou a fase de crescimento.
Quanto à legalidade da Agel, por acaso conhece a DSA (Direct Sales Association) nos EUA? Andei à procura na net mas não encontrei nada equivalente em Portugal. Para se ser membro da DSA, é necessário fazer uma pré-inscrição e esperar um ano até ser considerado efectivo. Neste período, a DSA verifica se a empresa cumpre todos os requisitos. Apesar de só existir há cerca de 2 anos, a Agel já é membro de facto da DSA.
Na lista de empresas encontramos lá nomes já nossos conhecidos, como a Avon, a Amway, Herbalife, Nuskin, Quixtar, Tristar, Tupperware, para citar apenas os que conheço, já que nunca me interessei por isso. Entre as mais de 200 empresas, há muitas na área dos Suplementos Nutricionais.
Deixo aqui alguns links para os interessados poderem confirmar tudo isto.
http://www.dsa.org/
http://www.dsa.org/forms/CompanyFormPublicMembers/search?action=find
Neste site, poderão encontrar bastante informação sobre o MLM e as Vendas Directas, dicas, explicações, avisos sobre esquemas de pirâmide, etc. Mas tenham uma mente aberta e sejam leais, justos e correctos, lendo e entendendo todos os parágrafos e não apenas focando-se nos que poderão dar razão à sua forma de pensar. Não façam como os jornalistas que retiram frases de uma entrevista e que as enfatizam, dando uma ideia completamente diferente da que o seu autor quis transmitir.
Uma das frases que lá vem denota como é fácil confundir as coisas. Vejam:
“Pyramid schemes seek to make money from you (and quickly). Multilevel marketing companies seek to make money with you as you build your business (and theirs) selling consumer products.”
Dá para perceber a diferença entre “make money from you” e “make money with you”? Quem não perceber, então é melhor esquecer mesmo.
Sobre o exemplo do WordPerfect, ele foi apenas para ilustrar que até as grandes empresas desaparecem. E peguei neste, precisamente pela curiosidade que descrevi, mas podia ter falado noutro qualquer.
---“Não entendo onde quer chegar. o que é que isto tem a ver com a Agel? Não é porque determinado emprego/trabalho é mau/bom que o esquema da Agel é legítimo e aceitável. É que nem podemos comparar uma coisa com a outra.”---
Peço desculpa, Pedro, mas eu é que não percebo o seu comentário. De qualquer das maneiras, o meu também foi mais um desabafo. Mas não concordo com a sua afirmação sobre o “esquema da Agel”. Quanto à legitimidade, penso que ficará tudo claro após a leitura do site da DSA. Se ele é legítimo nos EUA, porque não há-de ser aqui? Eu já o referi noutra ocasião, infelizmente, os EUA estão muito à nossa frente e esta é mais uma das áreas em que isso acontece.
Se é aceitável ou não, aí cada um tem a sua opinião, para mim é.
Aproveito a oportunidade para contar como entrei para a Agel.
Foi há cerca de 2 meses… um dia telefonei a um familiar chegado e perguntei-lhe se podia passar lá em casa, à noite. Disse-me que sim mas que ia ter lá um grupo de amigos, a quem ia fazer uma apresentação de uns produtos e de um negócio em que tinha acabado de entrar, mas que eu podia assistir.
Por mim, tudo bem. Lá apareci e lá estavam os amigos do meu familiar, dos quais devia conhecer 2 ou 3. Passados os intróitos, comecei a ouvir a explicação. Como sou uma pessoa um pouco apreensiva em muitas coisas, não foi preciso muito tempo para me começarem a surgir dúvidas e incertezas e como era como se estivesse em minha casa, não hesitei… toca a colocar questões. Recordo que eu NÃO fui convidado para a demonstração e o meu familiar tinha entrado há dias para a Agel e esta era a sua primeira abordagem. Claro está que lhe estraguei a apresentação, pois todos devem ter ficado com as mesmas dúvidas que eu e para as quais não havia respostas.
Mas havia ali muita coisa interessante e resolvi investigar. Também solicitei ao meu familiar que obtivesse mais informações junto de outros membros da Agel mais informados. Nos dias imediatos consegui obter respostas positivas a praticamente todas as dúvidas que tinha e, após assistir a nova demonstração, desta vez marcada quase propositadamente por minha causa, com outros membros da Agel, cheguei à conclusão que era uma boa oportunidade. Quando disse que ia aderir, ninguém que me conhecia queria acreditar. “Tu, que és um desconfiado, vais meter-te nisso?”, “Bem, se tu entras, é porque isto deve ser um bom negócio”, “Não acredito que estejas a pensar entrar nisto”, foram algumas das frases que ouvi.
Claro que tinham razão em não acreditar, eu já tinha demonstrado a todos eles que sou uma pessoa muito ponderada e nunca faço nada (ou quase  ) sem ponderar bem os prós e contras. Como encontrei muitos prós e poucos contras, resolvi aderir.
Assim, penso também ter respondido a algumas das suas dúvidas. De facto, poderá haver omissões, mas isso é perfeitamente normal, senão uma apresentação de uma hora levaria duas ou três. Mas tudo é explicado depois a quem estiver minimamente interessado. E não se descredibiliza ninguém, apenas se recorda o dia-a-dia de muito boa gente e que eu também já tive oportunidade de referir (e de passar por isso). Dou-lhe um simples exemplo… quando me falam em viver ou trabalhar em Lisboa, até me dá uma coisa só de pensar. Mas é a vida de muitos milhares de portugueses. Quantos deles gostariam de não ter essa vida? Há algum mal em falar-lhes disso? É quase a mesma coisa que dizer a um fumador para deixar de fumar. Isso é descredibilizar a pessoa, ou é alertá-la que isso é prejudicial e que há uma outra vida para além do cigarro?
Sobre os Videos da Agel, conheço vários mas já agora indique-me quais são esses que conhece.
---“… quanto ao preço do produto, que acho excessivo para o nosso mercado. 60€ por 1 caixa de 30 pacotes de sumo? Talvez em França isso seja adequado. E fazer da adesão à rede uma encomenda inicial de pelo menos 4 caixas de produto é apenas a forma da AGEL NUNCA perder dinheiro.”---
Sim, é um preço alto, assim como o são todos os preços de todos os produtos inovadores, assim como o são os preços da maioria dos produtos nutricionais. Sobre a quantidade, convém não esquecer que parte dos pacotes poderão e deverão servir como amostras a dar aos participantes nas apresentações. E também podemos oferecer uma caixa a algum familiar, por exemplo (vou fazer isso com os meus pais, que já não têm idade para se meter em negócios, mas pode ser que um dos produtos seja benéfico para eles).
Já li todas as mensagens que tem no Blogue, mas continuo a pensar que não tem nada a ver com concorrência desleal. Primeiro porque o produto não tem um concorrente directo (que eu saiba). Depois, porque há muitos outros produtos de cariz diferente dos da Agel e que continuam a ter mercado nas lojas tradicionais. Finalmente, porque vai haver muita gente que não quer saber da Agel para nada e assim irá recorrer às lojas. Já agora, também diziam que os Hipermercados iam acabar com o Comércio Tradicional, mas ele continua, possivelmente não dá é os lucros que dava, é a evolução.
---“Se a Agel tem assim tanto interesse na opinião das pessoas, porque é que não traduziu, ANTES DE ENTRAR no mercado, a informação toda para português? Como é que uma empresa que afirma incentivar as vendas não faz uma coisa destas, tão trivial e tão essencial para o negócio?”---
Simples, caro Pedro, é que nem a própria Agel esperava o sucesso que está a ter no nosso mercado. Mas penso que isso está em andamento e até já existem dois folhetos em português, um sobre os produtos e outro sobre o plano de compensação.
---“… informações relativas aos esquemas em pirâmide.”---
Como pôde verificar, eu consultei outras informações e o site da DSA que referi acima tem lá muita coisa.
---“Infelizmente para a Agel, não há nenhum comprovativo válido que diga que os seus produtos são os melhores. É uma comparação descabida.”---
Pois não, tem toda a razão, neste momento são os únicos, por isso não se pode comparar, apenas experimentar. Como eu disse, o tempo dirá se são bons para os fins a que se destinam, mas que sabem bem, lá isso sabem. Ainda me recordo de algumas cápsulas que tive de tomar há algum tempo, o sacrifício que era para engolir aqueles monstros.
---“…Quando eu vejo um gatuno a entrar em casa de um vizinho, posso apelidar a experiência como sendo "diferente", e depois posso avaliá-la como sendo "ERRADA", "MÁ", e denunciá-la à polícia.”---
Não concordo consigo. Esse acto não é recente, sempre existiu desde os primórdios da civilização e a sociedade logo o considerou unanimemente como MAU e ERRADO. O MLM é um negócio muito recente, mas perfeitamente legítimo. Pode haver quem não concorde com ele, naturalmente que aceito isso, mas não acredito que seja por ser MAU ou ERRADO, é antes o receio do desconhecido que nos leva a rejeitar aquilo que não conhecemos.
---“…porque não convidar todos aqueles que estão a ganhar dinheiro com a AGEL a repartir esses lucros com os que estão a perder?”---
O Pedro sabe tão bem como eu que isso não faz sentido. Peço desculpa pela comparação mas… é quase o mesmo que pedir ao fulano que ganhou o Euromilhões que distribua um pouco pelos que perderam. E esses nem um pacotinho de gel têm para lhes dar energia. 
---“Que tal as estatíticas de 10% dos membros a terem lucro e 90% a terem prejuízo? O que me diz a esta distribuição de riqueza? Parece-lhe justa? A mim parece-me ainda mais horrenda do que a da empresa que deu no exemplo. Ao menos aí NINGUÉM está a perder nada. Há um salário que é pago a todos.”---
Não concordo. Primeiro, esse desnível só se aplica se tudo acabasse agora ou então num futuro que pode ser de um mês como pode ser de 20 anos. Depois, o meu prejuízo REAL, neste momento, são 25 euros, a taxa de Ingresso na rede da Agel, (já agora, gasto 26 euros em totolotos, todas as semanas) o resto considero a compra de produtos que poderei consumir.
Mas se me vem falar em justeza e distribuição de riqueza, o que dizer de todas as empresas e entidades que vivem à nossa custa na sociedade? Desde a loja da esquina ao Governo, passando pelos bancos, seguradoras, empresas de fornecimento de bens essenciais, restaurantes, etc., etc. Não funciona tudo na mesma base, em que meia dúzia (os gestores) recebem o grosso do bolo? Ok, já sei, mas isso é tudo legal, já existe há muito tempo, sempre foi assim, é o nosso quotidiano. Mas irrita-me muito mais ter de pagar um aluguer de contador, por exemplo, que não é meu, mas tenho de ter, para fazer uma contagem, que o seu dono é que tem de fazer, para me cobrar aquilo que consumo. Ou ter de pagar uma assinatura do telefone, apenas para ter Internet (não preciso de fazer chamadas). É esta a justiça que devemos aceitar? NÃO. Mas contra isso nada posso fazer, senão reclamar.
Assim, venham lá os pacotinhos de gel a ver se me sinto melhor e, porque não, uma compensaçãozita (nem que seja só para pagar os totolotos). 
---“…PARA RECEBEREM COMISSÕES, os vendedores dessa empresa não têm de comprar nada à empresa.”---
Pois não, mas têm produtos à borla ou muito mais baratos e eu tenho de os comprar no supermercado. Na prática, vai dar no mesmo.
Fico a aguardar pelo seu novo artigo.
---“A grande diferença está na geração da riqueza - que é feita apenas dentro da rede, e que dessa forma corta logo pela raiz a hipótese de uma justa repartição dos lucros, como já foi explicado. Eu também vejo uma diferença, mas vejo uma diferença desonesta.”---
Segundo entendo da sua frase, é honesto eu enriquecer pessoas de outras empresas, mas é desonesto enriquecer pessoas da minha empresa, é isso? Se assim é, que grande novidade me dá. Então vou “borrifar-me”, passe a expressão, para aquilo que faço e para a empresa onde trabalho?
---“Que tal porque é desonesta? E fraudulenta? “---
Espero que altere a sua posição depois de ler as informações da DSA.
---“Quem é que no seu perfeito juizo, e não tendo um esquema milagroso de gerar dinheiro por trás, se vai disponibilizar a pagar 250€ por quatro caixas de sumo que não conhece de lado nenhum?”---
Pois, se lhe disser que comprei recentemente algumas dezenas de pacotes de bolachas, acredita? Pois é verdade. Aqui o milagre foi o preço estar mais barato, foi como se me dessem uma comissão de 50% do seu custo. Diferenças.
---“Ninguém obriga niinguém a recrutar, mas quem está inscrito sabe que se não o fizer não vai ganhar dinheiro nenhum, e logo, mais valia não se ter inscrito.”---
Se reparou, eu coloquei o termo “recrutar” entre comas. Isso aplica-se não só a quem entra na rede mas também a quem apenas compra. Qualquer cliente não deixa de ter um processo de “recrutamento” por trás, seja através de publicidade, de informações de outrem, seja através de demonstrações ou provas, por exemplo, como acontece nos supermercados. Também parto do princípio que ninguém faz apresentações para analfabetos. Tudo está bem claro, mas acredito que haja quem pense que basta entrar e sentar-se no sofá à espera dos rendimentos, mas esses são os que só vêm $$$$$.
Cumprimentos.

Anónimo disse...

Entao e se eu resolver entrar para a pirâmide apenas para consumir? Ou seja se eu entrar apenas porque gosto do produto e não meto ninguem abaixo de mim. O que está acima de mim so vai ganhar da perna q tem menos, ou seja de mim. Esse acaba por sair e a pirâmide vai desabando sucessivamente nao?

cumps.

Pedro Menard disse...

Caro António,

Acho que já me está a ganhar em termos de quantidade de palavras que consegue escrever por minuto... Dou-lhe cada vez mais razão quando diz quem um blog não é grande espingarda para discutir argumentos.
Não lhe posso é dar razões noutros assunto, infelizmente...

O Sr. António afirma: "Quando diz que 50% dos membros não terão lucro, está-se a esquecer deste facto e apenas a considerar o universo da população portuguesa. "

>>> Não me estou a esquecer de nada. 50% será sempre para qualquer mercado. Será sempre para todos os mercados. Será sempre para qualquer conjugação de mercados. No final de tudo isto, quando já não houve mais ninguém para juntar à pirâmide, e eu acredito que essa data está muito mais próxima do que 2020 ou 2015, 50% dos inscrito não terá outra opção de ganho que não seja a venda a terceiros. Mais: acredito que a maior parte destas pessoas NUNCA vai vender nada a ninguém. Mais: 50% é se contarmos apenas com a linha de baixo, porque acima desta há mais duas ou três linhas de "membros inscritos" que também não vai ter lucro nenhum com ajuda do tal "plano de compensações". Os valores, se pagarmos nesta gente toda, são inequívocos: 90% de pessoal a perder dinheiro e 10% de pessoal a ganhar dinheiro. Justíssima "distribuição" por parte da Agel das recompensas junto dos membros.

"Acredito perfeitamente que um dia só a venda dará lucro, mas esse dia não será amanhã, com toda a certeza, e ainda vem longe. E se estiver perto, significa que já há muita gente a ganhar dinheiro."

>>>> E muitas mais haverá a perder, não se esqueça dessa parte, por favor.

"Quanto à legalidade da Agel, por acaso conhece a DSA (Direct Sales Association) nos EUA? Andei à procura na net mas não encontrei nada equivalente em Portugal. Para se ser membro da DSA, é necessário fazer uma pré-inscrição e esperar um ano até ser considerado efectivo. Neste período, a DSA verifica se a empresa cumpre todos os requisitos. Apesar de só existir há cerca de 2 anos, a Agel já é membro de facto da DSA.
Na lista de empresas encontramos lá nomes já nossos conhecidos, como a Avon, a Amway, Herbalife, Nuskin, Quixtar, Tristar, Tupperware, para citar apenas os que conheço, já que nunca me interessei por isso. Entre as mais de 200 empresas, há muitas na área dos Suplementos Nutricionais."

>>>> UI... se mete essa entidade ao barulho, começo já tremer de medo!
E só de olhar para a lista que menciona de entidades inscritas fico logo elucidado sobre o real valor dessa entidade (Amway???? Mas esses tipo não tiverem um problema ENORME quando tentaram lançar em esquema piramidal, que correu bem durante uns anos e depois, quando houve a saturação, afundou-se mais rápido que um calhau no Oceano? Pois... enfim...)
Não é por nada, mas essa entidade cheira-me a LOBBY organizado por tudo quanto é lado, e ainda por cima olhe não sou o única a ter essa opinião.
Dê-me uma entidade reconhecida cá Portugal que é para podemos falar em moldes de isenção e credibilidade.

"“Pyramid schemes seek to make money from you (and quickly). Multilevel marketing companies seek to make money with you as you build your business (and theirs) selling consumer products.”
Dá para perceber a diferença entre “make money from you” e “make money with you”? Quem não perceber, então é melhor esquecer mesmo."

Eu percebo. E o Sr. será que percebe também?
Olhe para a estatística dos 90%-10% antes de se pronunciar sobre o "“make money with you”.
Eu sei que há pessoal a ganhar dinheiro com a AGEL. É óbvio que alguém tem sempre de ganhar dinheiro - os do topo da pirâmide. O pior são os outros todos que pertencem ao grupo do "“make money from you”. Abra os olhos, Sr. António. Só não vê essa realidade quem não quer. Ou quem não lhe convém.


"Já li todas as mensagens que tem no Blogue, mas continuo a pensar que não tem nada a ver com concorrência desleal. Primeiro porque o produto não tem um concorrente directo (que eu saiba)."

>>> Algumas gamas de Gel têm concorrentes directos. Vá a uma loja de produto dietéticos e compare a lista de ingredientes. Até lhe faço uma outra sugestão: pegue numa simples embalagem de Ovomaltine e compare com o suplemento vitamínico da Agel (não sei qual deles é neste momento) - coisa curiosa, há semelhanças de montra!
Mas se quiser que lhe diga já de caras onde é que vai haver mais concorrência desleal, vai ser na cosmética, a lançar no ano que vem pela AGEL: todos esses produtos vão tirar vendas a produtos de marcas como a Nívea, a Avon, etc. inclusive à Herbalife (que engtaçado não é?)

"Depois, porque há muitos outros produtos de cariz diferente dos da Agel e que continuam a ter mercado nas lojas tradicionais. Finalmente, porque vai haver muita gente que não quer saber da Agel para nada e assim irá recorrer às lojas. Já agora, também diziam que os Hipermercados iam acabar com o Comércio Tradicional, mas ele continua, possivelmente não dá é os lucros que dava, é a evolução."

>>> O Sr. chama-lhe a evolução, eu chamo-lhe a ilegalidade: é vender em pirâmide.
Há basicamente duas formas legais, duas estratégias, de um produto ganhar quota de mercado aos concorrentes: 1) Por diferênciação - quando tem atributos suficiente para ser melhor do que a concorrência, 2) Por custos - quando é mais barato que a concorrência. Isto num mercado livre, em que o consumidor opta por uma compra.
O que a Agel está a fazer é o 3) - Oferece promessas de dinheiro às pessoas para que estas comprem o produto. E as pessoas vão atrás. Algumas compram para receberem as comissões (uma pequena minoria), outra compram porque esperam vir a receber comissões (a grande maioria). E desta forma, uma vez que compram o produto da Agel, não necessitam de comprar os que são comercializados pelas empresas honestas, os que há à venda nas lojas. Percebeu onde está a concorrência desleal?

"Simples, caro Pedro, é que nem a própria Agel esperava o sucesso que está a ter no nosso mercado. Mas penso que isso está em andamento e até já existem dois folhetos em português, um sobre os produtos e outro sobre o plano de compensação."

>>> Errado. Essa é a desculpa do ceguinho. Nem a própria Agel esperava esta expansão? Mas que raio de desculpa é essa? O que tem isso a ver com a etiquetagem dos produtos? Não vejo, de facto relação nenhuma. Com ou sem boas previsões de expansão, há-que haber rótulos em português se o produto é para comercialização no nosso mercado. E claro que já "existem dois folhetos em português, um sobre os produtos e outro sobre o plano de compensação", é nisso que se baseiam os lucros da AGEL. Mas quanto a informações sobre a composição dos produtos - que é de facto o mais importante para o CONSUMIDR, NADA, ZERO, NÉPIAS.


"O MLM é um negócio muito recente, mas perfeitamente legítimo. Pode haver quem não concorde com ele, naturalmente que aceito isso, mas não acredito que seja por ser MAU ou ERRADO, é antes o receio do desconhecido que nos leva a rejeitar aquilo que não conhecemos."

>>> O MLM NÃO é um negócio recente, embora seja legítimo, mas não nos vamos confundir, nem tentar confundir outras pessoas, com a ideia de que a AGEL é apenas mais uma MLM. O esquema da AGEL é uma pirâmide - uma forma muito "feia" de abuso do MLM.
Eu não rejeito aquilo que não conheço. Mas já rejeito aquilo que considero MAU e ERRADO, mesmo que estes conceitos já andem a ser aplicados ao acto de "roubar" desde os primórdios da humanidade.


"Mas se me vem falar em justeza e distribuição de riqueza, o que dizer de todas as empresas e entidades que vivem à nossa custa na sociedade? Desde a loja da esquina ao Governo, passando pelos bancos, seguradoras, empresas de fornecimento de bens essenciais, restaurantes, etc., etc. Não funciona tudo na mesma base, em que meia dúzia (os gestores) recebem o grosso do bolo? Ok, já sei, mas isso é tudo legal, já existe há muito tempo, sempre foi assim, é o nosso quotidiano."

>>> O Sr.continua a fazer comparações descabidas sobre a distribuição da riqueza. Olhe, veja de percebe DE UMA VEZ POR TODAS:
Nas empresa que o Sr. dá como exemplo HÁ UMA DISTRIBUIÇÃO EFECTIVA DE RIQUEZA - toda a gente tem um salário, e embora seja desnivelado, em alguns casos até bastante desnivelado, está de acordo com um certo conceito de justo, porque tem a ver com RESPONSABILIDADE - quem está nos cargos mais altos, ganha mais. Não vejo nada de errado com isto.
Na AGEL, pelo contrário, NÃO HÁ UMA DISTRIBUIÇÃO EFECTIVA DE RIQUEZA. Há uns pouco que ganham dinheiro E OS OUTROS TODOS GASTAM DINHEIRO.

É assim tão difícil de reparar nesta diferença? Como pode o Sr. comparar estas situações e ainda vir dizer que o que lhe irrita é esta sociedade injusta?



"---“…PARA RECEBEREM COMISSÕES, os vendedores dessa empresa não têm de comprar nada à empresa.”---
Pois não, mas têm produtos à borla ou muito mais baratos e eu tenho de os comprar no supermercado. Na prática, vai dar no mesmo."

>>> De facto, e na prática, essa diferença diz tudo. Essa diferença, essa hipótese de escolha por parte de quem recebe as comissões, diferencia um negócio legal de um esquema ilegal. É isso que diz a Lei portuguesa. É isso que ainda vou tentar explicar num futuro post.


"Segundo entendo da sua frase, é honesto eu enriquecer pessoas de outras empresas, mas é desonesto enriquecer pessoas da minha empresa, é isso?"

>>> Não distorça as minha palavras, por favor. Não tente atribuir outros significados àquilo que eu disse. O que é desonesto é oferecer dinheiro a pessoas em troca do aliciamento que elas façam a terceiros para que comprem determinados produtos, e depois vincar essa oferta com vendas à mesma empresa. (está confuso, já sei. mais tarde explico melhor).


"Se reparou, eu coloquei o termo “recrutar” entre comas. Isso aplica-se não só a quem entra na rede mas também a quem apenas compra. Qualquer cliente não deixa de ter um processo de “recrutamento” por trás, seja através de publicidade, de informações de outrem, seja através de demonstrações ou provas, por exemplo, como acontece nos supermercados. "

>>> Mentira. Quando eu estou a fazer uma compra normal, nunca estou a ser recrutado para nada, com ou sem aspas ou comas.
Quando eu entro no negócio da Agel, como TEAM MEMBER, assino um contrato - estou a ser recrutado. Há uma diferença claríssima. Se não a consegue ver sozinho, também não sou eu que lhe vou consguir explicar.


Para terminar, creio que não chegou a responder à minha questão da ASAE. Sabe ao certo de os produtos da AGEL foram apresentados a essa entidade? ou contaram-lhe?
Tem provas da documentação envolvida (estou muito curioso)? Acha que é essa a entidade que regula os produtos da AGEL no mercado português?

Cumprimentos,

Pedro Menard

Pedro Menard disse...

Ao anónimo,

"Então e se eu resolver entrar para a pirâmide apenas para consumir? Ou seja se eu entrar apenas porque gosto do produto e não meto ninguem abaixo de mim. O que está acima de mim so vai ganhar da perna q tem menos, ou seja de mim. Esse acaba por sair e a pirâmide vai desabando sucessivamente nao?"

>>>> Pelo que vejo das suas pergutas, o Sr. está um pouco desinformado sobre o funcionamento do esquema da AGEL.
1) Se a sua intenção for apenas a de consumir o produto, então o Sr. não entra para a pirâmide. O Sr. fala com quem lhe propôs o negócio e passa a "cliente preferencial" - passa a comprar o produto directamente à AGEL e não assina nenhum contrato ou tem direito a qualquer tipo de compensações.
2) Se a sua intenção for sabotar o esquema da pirâmide através da "não recruta" de mais ninguém, então não o consegue fazer do modo que propôs, porque a pessoa que está acima de si, aliás, todas as pessoas que estão acima de si, podem colocar mais membros em qualquer perna - logo, directamente por baixo de si. Por outras palavras, o Sr. não consegue travar o crescimento das pernas a ninguém por inactividade.

Espero ter esclarecido as suas dúvidas.

Cumprimentos,

Pedro

António Campos disse...

Caro Pedro,

Estou a responder-lhe apenas por uma questão de educação, pois como referi noutro post, não vou fazer mais comentários.

Assim, peço-lhe desculpa pelo tempo que o fiz dispender nestes dias. Mas pelo menos serviu para treinar a sua rapidez de escrita. :-)

Tal como o Pedro não encontra motivos para alterar as suas ideias sobre a Agel, eu também não encontro nos seus argumentos motivos para alterar as minhas.

Eu vou tentando acompanhar a sua cruzada contra a Agel.

Termino com uma pequena história que uma amiga (que não conhece a Agel) me mandou há dias, aproveitando esta quadra que atravessamos. Por coincidência, até serve de exemplo para o que a Agel pode proporcionar.

Cumprimentos e umas boas festas.


Um dia, quando um homem chegou já, como era habitual, tarde a casa, cansado e irritado após mais um dia de trabalho, encontrou, esperando por si à porta, o seu filho de 5 anos.

Papá, posso fazer-te uma pergunta?
Claro que sim. O que é?
Quanto ganhas numa hora?
Isso não é da tua conta. Porque me perguntas isso?! - Respondeu o homem, zangado.
Só para saber. Por favor... Diz lá... quanto ganhas numa hora? - Perguntou novamente o miúdo.
Bom... já que queres tanto saber, ganho 10 euros por hora.
Oh! - Suspirou o rapazinho, baixando a cabeça.

Passado um pouco, olhando para cima, perguntou:

Papá, emprestas-me 5 euros?

O pai, furioso, respondeu:

- Se a razão de tu me teres perguntado isso, foi para me pedires dinheiro para brinquedos caros ou outro disparate qualquer, a resposta é não! E, de castigo, vais já para a cama. Vai pensando no menino egoísta que estás a ser.
A minha vida de trabalho é dura demais para eu perder tempo com os teus caprichos!

O rapazinho, cabisbaixo, dirigiu-se silenciosamente para o seu quarto e fechou a porta. Sentado na sala, o homem ficou a meditar sobre o comportamento do filho e ainda se irritou mais. Como se atrevia ele a fazer-lhe perguntas daquelas? Como é que, ainda tão novo, já se preocupava em arranjar dinheiro?
Passada mais ou menos uma hora, já mais calmo, o homem começou a ficar com remorsos da sua reacção. Talvez o filho precisasse mesmo de comprar qualquer coisa com os 5 euros. Afinal, nem era costume o miúdo pedir-lhe dinheiro.
Dirigiu-se ao quarto do filho e abriu devagarinho a porta.

Já estas a dormir? Perguntou.
Não, papá, ainda estou acordado. - Respondeu o miúdo.
Estive a pensar... Talvez tenha sido severo demais contigo? - Disse o pai...- Tive um longo e exaustivo dia e acabei por desabafar contigo. Toma lá os 5 euros que me pediste.

O rapazinho endireitou-se imediatamente na cama, sorrindo:

Oh, papá! Obrigado!

E levantando a almofada, pegou num frasco cheio de moedas. O pai, vendo que o rapaz afinal tinha dinheiro, começou novamente a ficar zangado.
O filho começou lentamente a contar o dinheiro, até que olhou para o pai.

Para que queres mais dinheiro se já tens aí esse? - Resmungou o pai.
Porque não tinha o suficiente. Agora já tenho! - Respondeu o miúdo.

Papá, agora já tenho 10 euros! Já posso comprar uma hora do teu tempo, não posso? Por favor, vem uma hora mais cedo amanhã. Gostava tanto de jantar contigo...

Pedro Menard disse...

Sr. António,

O Sr. tem sido uma pessoa educada e prestável, e tem proporcionado uma discussão maioritariamente sustentada. Com isto tudo tem ganho o meu respeito (embora por vezes eu tenha tendência para responder torto e feio).

Só lhe peço para continuar a ler o blog.

Quem sabe se um de nós, um destes dias, não muda de ideia.

Em relação à sua história, ela deixa uma possibilidade no ar. Mas agregada a essa possibilidade, há uma probabilidade. As contas que fiz e mensagens anteriores espelham, melhor que qualquer outro argumento, as taxas de probabilidade de que estou a falar.

Cumprimentos,

Pedro

Prozac disse...

Sr. Campos,

Antes de tudo, espero que compreenda que não me irei referir a nenhuma empresa em especial, mas sim, à forma das pessoas estarem na vida.

É completamente pacifico o seu argumento. As pessoas querem melhores condições de vida para puderem usufruir do que de bom a vida tem. Ninguém, acho eu , coloca isso em causa...

O que se coloca em causa, nomeadamente, por mim, é.

Não acho que alguém tenha o direito de prejudicar ainda mais as vidas alheias. Passo a explicar.

Acha que eu tenho o direito de prejudicar essa família, que a muito custo luta todos os dias para sobreviver?

Eu não acho, é por isso que defendo a minha posição.

Acho legitimo, as pessoas procurarem cada vez mais, melhores condições de vida, para satisfazer necessidades básicas. Completamente legitimo. Mas quem é que pode dizer que tem dinheiro que chegue? O Sr.? Eu? Acho que não, acho que o dinheiro faz falta e sempre fará. Mesmo os mais ricos, para puderem ter o nível de vida que conseguiram, precisam de muito dinheiro para o manter. Julgo que a minha opinião é pacifica.

As pessoas devem, em vez de se meterem em esquemas fáceis, que facilmente dão para o torto. As probabilidades mostram que 80% a 90% das pessoas que se metem num esquema destes, vão suportar os rendimentos das pessoas acima na rede. As pessoas devem é tentar materializar ideias, analisar bem e iniciar um negócio que lhes melhore as suas condições de vida.
Ao contrário, se calhar da opinião de muitas pessoas, que poderão ler esta mensagem eu acredito que todos os dias há oportunidades, temos é de ter visão para isso e sorte. Sorte é quando a persistência se alia à oportunidade. Só temos de ir lutando.

Como alguém diria "Fácil é dar conselhos". Eu não pretendo dar conselhos a ninguém, só pretendo é que as pessoas analisem muito bem, os contornos daquilo que se estão a meter, para não complicarem ainda mais as suas condições de vida, seja a nível económico, seja a nível de relações.

Relembro, que não me estou a referir a ninguém em especial, mas sim a uma filosofia de vida.

Cumprimentos.