quarta-feira, 2 de abril de 2008

O caso "Depuralina"

Abro uma excepção especial neste blog para falar de um assunto relacionado com os suplementos alimentares comercializados pela Agel - e não directamente da Agel.

Como todos devem estar a par, uma marca de produtos concorrente do FIT, a Depuralina, porventura uma dos mais fortes em termos de concorrência directa, viu ontem a sua venda suspensa, por suspeitas de causar envenenamento orgânico. Três casos de doença aguda, possivelmente relacionados com o consumo do produto, foram reportados quase em simultâneo, levando a Direcção-Geral da Saúde, o Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura, e o Infarmed, a suspenderem de imediato as vendas da marca. A ASAE, a autoridade competente para o assunto, ficou entretanto responsável pela "fiscalização da proibição" de vendas.

Daquilo que consegui apurar, nenhum dos ingredientes em causa nas possíveis intoxicações, as fibras, mais concretamente, está presente no produto da Agel. Não pretendo com este artigo estabelecer nenhuma ponte entre os produtos, nem provocar situações de "pânico" a quem consome o FIT.

Contudo, pretendo salientar a recomendação e os alertas feitos pela presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN), quando diz que os suplementos alimentares, "apesar de serem de venda livre, têm substâncias activas que podem causar efeitos adversos", e que o facto de "não serem de receita médica obrigatória, tal não significa que sejam isento de riscos».



Eis alguns artigo relacionados com a ocorrência:

A noticia, no Expresso, 01/04/2008:

Suspeitas de efeitos secundários
Venda de Depuralina suspensa
As "fortes suspeitas" de casos de alergias e de toxicidade do fígado devido ao consumo da depuralina surgiram após a notificação de "três casos graves de doença aguda".

A venda do suplemento alimentar Depuralina foi suspensa hoje devido a "fortes suspeitas de associação causal entre a utilização" do produto e o aparecimento de episódios tóxicos graves, anunciou fonte oficial.

As "fortes suspeitas" de casos de alergias (choque anafiláctico) e de toxicidade do fígado devido ao consumo da depuralina surgiu após a notificação de "três casos graves de doença aguda, e após análise por especialistas da Direcção-Geral da Saúde, do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e do Infarmed".

Identificada a situação pelos dispositivos de alerta e seguindo o princípio da precaução e por razões de protecção da saúde pública, foi determinada a suspensão imediata da comercialização do suplemento alimentar Depuralina, segundo um comunicado da Direcção-Geral da Saúde, Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e Autoridade Nacional do Medicamento.

O documento recomenda ainda que os consumidores do suplemento suspendam o seu consumo e, caso apresentem qualquer alteração do seu estado de saúde, consultem de imediato um médico."

( fonte )


A noticia, no DN, 01/04/2008:

Dietético 'na moda' atira mulher para o hospital

Recentemente implantado no mercado e com grande sucesso usufruindo de venda livre em farmácias e ervanárias, Depuralina de seu nome, é um dietético que segundo a sua nomenclatura reduz até 20 quilos os resíduos do organismo ajudando a expulsá-los. Margarida quis "provar" a solução, mas não se deu bem. Entrou de urgência no Hospital de Abrantes.

Abílio Pombinho, o marido, disse ao DN que Margarida "entrou praticamente desmaiada, com hipotermia e temperatura abaixo dos 35 graus". Depois de sujeita a vários exames, foi detectado um choque anafilático devido à elevada percentagem (54%) de um dos componentes do produto, a linhaça do Canadá, ao qual, passou a saber, é alérgica. "O problema é que não havia contra-indicações prescritas no rótulo, só fala em suplemento alimentar, aumento de vitalidade e outras coisas boas", afirmou Abílio.

Foi num domingo, dia 23 de Março, cerca das 20.30 horas, que Margarida provou a solução numa "quantidade igual ou até inferior a 1 colher de chá", atraída pela avultada publicidade do artigo, nomeadamente em rádios nacionais.

Segundo disse ao DN o seu marido, "de imediato teve uma reacção estranha com falta de ar e inchaços na zona do pescoço e rosto", tendo sido transportada ao hospital pelo INEM. Margarida permaneceu em estado crítico nas horas subsequentes. Teve alta no dia seguinte, mas três dias depois foram-lhe diagnosticados danos internos de alguma gravidade ao nível intestinal, tendo sido internada.

O médico do Centro de Saúde de Tramagal afirmou ao DN que este tipo de situações são "perigosíssimas" e "configuram casos de emergência médica", uma vez que um indivíduo entra em colapso circulatório devido ao inchaço das mucosas. O médico considera que "não há culpas a atribuir" ao produto natural, porque Margarida simplesmente manifestou ser alérgica a um componente. "O ser humano pode ser alérgico a muitas coisas, portanto qualquer um de nós pode manifestar uma reacção de alergia, embora não possamos predeterminar a causa." Contactada pelo DN, fonte do Infarmed esclareceu que não tem poderes sobre este género de produto.

( fonte )


A noticia, na Visão, 01/04/2008:

Sob suspeita
Venda de Depuralina suspensa
A venda do suplemento alimentar Depuralina foi suspensa esta terça-feira devido a «fortes suspeitas de associação causal entre a utilização» do produto e o aparecimento de episódios tóxicos graves

A depuralina promete, na sua publicidade, ajudar a reduzir até 20 quilos os resíduos do organismo ao expulsá-los.

As «fortes suspeitas» de casos de alergias (choque anafiláctico) e de toxicidade do fígado devido ao consumo da depuralina surgiu após a notificação de «três casos graves de doença aguda, e após análise por especialistas da Direcção-Geral da Saúde, do Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e do Infarmed».

Identificada a situação pelos dispositivos de alerta e seguindo o princípio da precaução e por razões de protecção da saúde pública, foi determinada a suspensão imediata da comercialização do suplemento alimentar Depuralina, segundo um comunicado da Direcção-Geral da Saúde, Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e Autoridade Nacional do Medicamento.

O documento recomenda ainda que os consumidores do suplemento suspendam o seu consumo e, caso apresentem qualquer alteração do seu estado de saúde, consultem de imediato um médico.

Comentando a suspensão do produto, o director técnico de uma das duas empresas distribuidoras da depuralina em Portugal, Ricardo Leite, do DietLab, o suplemento alimentar é composto por fibras, nomeadamente pelos cereais trigo, aveia e linhaça do Canadá e probióticos, tal como indicado pelo rótulo.

«Não é por haver hipersensibilidade (alergia) aos cereais que deixa de haver pão no mercado ou à lactose que o leite deixa de ser vendido», argumentou.

A presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN) alerta, por seu lado, para os riscos dos produtos naturais como a depuralina que, apesar de serem de venda livre, têm substâncias activas que podem causar efeitos adversos.

Alexandra Bento conhece o produto, mas admite que a informação sobre a sua composição não é suficientemente específica, nomeadamente que componentes das substâncias fazem parte da sua composição.

«Apesar de ser vendido como um produto natural, e não ser de receita médica obrigatória, tal não significa que seja isento de riscos», alertou Alexandra Bento.


( fonte )


A reacção da empresa, 02/04/2008 (RTP):

Suspensão de Depuralina em discussão no Ministério da Agricultura

RTP A empresa espanhola poderá recorrer à via judicial para garantir a comercialização do seu produto

O Ministério da Agricultura esclareceu que a suspensão da venda da Depuralina não é definitiva, dependendo de uma avaliação de risco para tomada final de decisão. Responsáveis técnicos da empresa espanhola que comercializa aquele suplemento alimentar estão reunidos com o Ministério da Agricultura para debater a suspensão da venda do produto.

A empresa espanhola não se conforma com decisão e reclama que o suplemento alimentar seja reposto sob pena de recorrer à via judicial.

A venda do suplemento alimentar Depuralina foi suspensa na passada terça-feira, na sequência da notificação de três reacções adversas graves, que podem estar associadas ao consumo do produto.

Num comunicado conjunto da Direcção-Geral da Saúde, Gabinete de Planeamento e Políticas do Ministério da Agricultura e Infarmed foi oficialmente divulgada a suspensão imediata da venda do suplemento alimentar devido a "fortes suspeitas de associação causal entre a utilização" do produto e o aparecimento de episódios tóxicos graves.

Empresa exige reposição e ameaça recorrer à via judicial

A empresa que comercializa o suplemento alimentar que se destina à eliminação de resíduos excedentes acumulados no corpo, não se conforma com a decisão tomada em Portugal de suspender a venda do produto.

Miguel Angel Isidro é o director técnico e do laboratório da empresa e mal soube da decisão deslocou-se a Lisboa. Encontra-se reunido com o gabinete de Planeamento e Políticas do ministério da Agricultura. Em cima da resposta está precisamente a suspensão do produto em Portugal.

Miguel Angel não compreende as razões da suspensão até porque comercializando o produto em Portugal, Espanha e Bélgica, não tem conhecimento de casos semelhantes a não ser aqueles de que tomou conhecimento através da comunicação social portuguesa.

O responsável técnico pela comercialização da Depuralina quer obter das autoridades portuguesas um esclarecimento cabal e a reposição da situação tal qual ela se encontrava na passada segunda-feira.

“O que queremos é que digam que irão apagar tudo e que ficamos como estávamos antes de ontem” afirmou Miguel Angel Isidro em conferência de Imprensa.

Caso a empresa não obtenha esclarecimentos que considere razoáveis e justos não coloca de parte a possibilidade de recorrer aos tribunais para repor aquilo que considerar ser uma situação justa para a empresa.

O advogado da empresa esclareceu que, caso a empresa decida recorrer à via judicial, a acção a dar entrada no tribunal será dirigida contra o Gabinete de Planeamento e Políticas do ministério da Agricultura e contra a Direcção – Geral da Saúde.

Empresa garante fiabilidade do produto

Ricardo Leite, director técnico da Depuralina em Portugal, garantiu aos jornalistas que o produto respeita toda a legislação sobre suplementos alimentares que decorrem da transposição para o ordenamento jurídico nacional de uma directiva comunitária que também foi transposta para ordenamentos como o espanhol, francês ou alemão.

O rótulo do produto inclui todos os seus componentes e tem uma advertência especial para os alérgicos ao glúten. Esclareceu ainda que sendo só os medicamentos os obrigados a indicar as contra-ordenações, e não sendo a Depuralina um medicamento mas sim um alimento não é obrigado a cumprir essa determinação legal.

Logo que soube da decisão de suspender a venda do produto a empresa em Portugal desencadeou todos os mecanismos para recolher o produto dos locais de venda para que assim se cumprisse a determinação legal.

Ricardo Leite afirma que “"É absurdo o que disseram para suspender a venda. Não percebemos quem organizou (a suspensão) e com que objectivos. Parece que há uma caça às bruxas ou uma sombra a pairar. Este é um produto muito eficaz e um dos mais vendidos e por isso queremos retroceder as coisas até viver a mesma situação de segunda-feira", acrescentou o director técnico, indicando que o produto está prestes a ser introduzido nos mercados italiano e britânico.

O Ministro da Agricultura esclareceu já esta quarta-feira que a suspensão da venda da Depuralina não é definitiva. O produto não foi retirado do mercado. Houve apenas uma suspensão da sua venda até que feita uma análise do risco, se perceba se ele é seguro ou não, para a saúde humana.

O produto que é vendido em vários países da Europa tem venda livre também na vizinha Espanha, o que permitira de acordo com Jaime Silva a sua compra.

Ministro da Agricultura explica suspensão

O ministro da Agricultura foi cauteloso a explicar a suspensão do produto. Frisou que não houve uma retirada do produto do mercado mas apenas uma suspensão da sua venda.

“Circula cá como circula em Espanha. Nós proibimo-lo cá mas quem o quiser consumir, provavelmente passa a fronteira e vai comprá-lo do lado de lá”, afirmou Jaime Silva.

O ministro explica que “nós tivemos foi três casos com incidências de saúde grave, em que nos foi dito pelo corpo médico de que o indício seria do medicamento”.

Perante tal diagnóstico médico ao ministério da Agricultura só restou uma decisão. “O que nós fizemos foi suspender para termos uma avaliação de risco. A avaliação de risco é feita pela nossa Agência de Segurança Alimentar, a ASAE”.

O governante explica a finalidade dessa avaliação de risco que vai agora ser feita pela ASAE. Nós agora, em termos de avaliação de risco, vamos testar se aquilo que se passa aqui é uma excepção face ao resto do mercado, ou não, para rapidamente tomar uma decisão definitiva, que poderá passar pela retirada do mercado ou, pela reposição do produto nas farmácias e para-farmácias.

ASAE garante que vai fazer cumprir a ordem de suspensão

A Autoridade da Segurança Alimentar e Económica é a entidade a quem caberá fazer a análise de risco da Depuralina e garantir que a determinação de suspensão da venda é cumprida pelas farmácias e para-farmácias.

António Nunes, presidente da ASAE garantiu à RTP que vai estar atenta e vai fiscalizar o mercado com vista a tornar efectiva a suspensão determinada pelo Gabinete de Planeamento e Políticas do ministério da Agricultura conjuntamente com a Direcção-Geral de Saúde.

“A decisão tem de ser acatada porque é uma orientação dada e neste momento já foi colocada na rede de alerta rápida de todo o sistema da Comunidade Europeia e portanto, ela tem de ser acatada”, afirma António Nunes à reportagem da RTP.

Em caso de as farmácias e para – farmácias violarem a determinação e colocarem o produto à venda, “o que poderá acontecer é a apreensão do produto e o levantamento do respectivo auto e depois este seguir os seus trâmites normais para se fazer uma avaliação até porque o produto não foi retirado do mercado, foi suspensa a sua venda” esclarece António Nunes.

O presidente da ASAE esclareceu que, no entanto, as empresas estão a cumprir a determinação de suspensão. António Nunes esclarece que “ontem, apesar das nossas acções (da ASAE) em várias farmácias e para – farmácias não encontrámos nenhum produto à venda e nesse sentido não houve nenhuma apreensão”.

A ASAE vai agora proceder aos estudos laboratoriais e levar a efeito a análise de risco da Depuralina e “naturalmente daqui a três meses, a quinze dias ou um mês, serão analizados os resultados laboratoriais” acrescenta o presidente do órgão fiscalizador.

De posse dos resultados dos estudos laboratoriais poderão as autoridades tomar então uma decisão definitiva que poderá passar ou pela retirada definitiva do produto do mercado ou pela sua reposição.

( fonte )

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O site da Marca: http://www.depuralina.com/


O produto concorrente do Fit:


Ingredientes do FIT

8 comentários:

João disse...

Boa Noite!

So não concordo numa coisa. A depuralina nunca pode ser concorrente do FIT!
Primeiro a depuralina contem na sua composição a L-carnitina e arginina, estes compostos são eficazes na redução da massa gorda(cientificamente provado). Sao inclusivamente benéficos pois reduzem o colesterol e triglicerideos livres na corrente sanguínea. No entanto a sua associação com os outros produtos da composição pode causar reacções químicas adversas, por outro lado podem ocorrer situações de hiper sensibilidade aos agentes e penso que tenha sido isso que ocorreu! Mas neste caso a culpa não é da empresa, pois quase toda a gente é alérgica a um ou mais agentes e na maioria dos casos nem sabem..
Mas qual é a composição do FIT?? Ninguém sabe!!Ja fui procurar, e a empresa nao específica. A única coisa que dizem é que inibe o apetite. Ok! e qual(ais) o(s) componente(s)? Sinceramente mais facilmente tomava depuralina do que FIT, pois considero que ninguém deve comprar nada sem conhecer a sua composição!e se tiverem duvidas questionem os vossos médicos ou farmacêuticos e verão que sao da mesma opinião. Mas melhor, é mesmo uma alimentação equilibrada e algum desporto!Se o fizerem não precisam de produtos para nada...

Com os melhores cumprimentos

Pedro Menard disse...

Caro João,

Os ingredientes do FIT podem ser encontrados nas páginas dedicadas ao produto:

http://www.agel.com/pdfs/fitfacts.pdf
e
http://www.agel.com/products/gel_packs/fit

Entretanto já acrescentei a imagem da sua composição ao final do artigo.

Com base nestas fontes, há uns tempos atrás, redigi um artigo a criticar a possível existência de Hoodia Gordonii no produto, e que não é mencionado na composição do mesmo.

Quanto a serem produtos concorrente, o Sr. está no seu campo de trabalho, e terá, por isso, muito mais certezas e razão do que eu.

Se cometi uma gafe imperdoável, então deve-se à minha total ignorância na área em questão. A minha lógica foi a seguinte:

1) São dois produtos que permitem emagrecer em pouco tempo (segundo dizem);
2) São dois suplementos alimentares, não sujeitos a receita médica e propensos a serem utilizados num sistema de "auto-medicação" - em último caso sujeitos a serem confundidos por pessoas tão ignorantes quanto eu, que, em virtude da escolha apresentada pelo mercado, olharia para as duas soluções como opções equivalentes para um problema de excesso de gordura ;
3)Limitei-me a olhar para a listagem de ingredientes e a identifica uma similaridade - a existência de extractos de Garcinia Cambogia.

Isto leva-nos, inevitavelmente, à questão da rede Agel, que se expande de forma mais ou menos desocntrolada e arbitrária "impondo" o consumo de produtos a pessoas que não percebem nada do assunto (como eu), e portanto sensíveis a este tipo de engano.

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"Mas neste caso a culpa não é da empresa, pois quase toda a gente é alérgica a um ou mais agentes e na maioria dos casos nem sabem.."

>>> Verdade. Mais pelo que li na imprensa, os suplementos alimentares não estão obrigados a mencionar possíveis contra-indicações ma sua utilização, como no caso dos medicamentos. Ora, este factor torna-os de certa forma perigosos, porque muita gente, mesmo conhecendo o seu organismo, não faz a mais pequena ideia se os pode consumir ou não. Ligando isto à questão da "auto-medicação", temos uma situação potencialmente explosiva. Os resultados estão há vista.

A empresa não tem culpa de os produtos terem feito mal a estas pessoas (se for comprovado), mas já tem uma certa culpa em comercializar produtos que não apresentam posíveis contra-indicações, mesmo que as regras de mercado não o exijam.

Agora temos um problema gravíssimo entre mãos: o que fazer? Em minha opinião as autoridades competentes procederam de forma correcta ao suspenderem a comercialização do produto. A empresa bem pode ameaçar com um processo jurídico que não lhe serve de nada.

Que opções apresentou a empresa para corrigir o "problema"? Que propunha a empresa fazer? Continuar com a venda como se nada se passasse?

Se eu fosse "dono" da empresa e me acontecesse uma coisa destas, era eu prórpio, por minha iniciativa, que retirava os produtos do mercado. Era uma questão de seriedade empresarial. De reputação.

Peço desculpa, já estou a divagar..

Agrdeço, mais uma vez, a sua participação.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

O que é que a DEpuralina tem a ver com o FIT, e com a Agel?

Pedro Menard disse...

Caro Anónimo,

A Depuralina, como marca, tem a ver com o FIT porque passa por produto concorrente: é um suplemento alimentar utilizado para emagrecer. Toma-se uma certa dose por dia e, supostamente, o organismo reage de modo diferente no modo como processa "a comida que entra" (entre outros efeitos anunciados).

A Depuralina, como empresa, não tem nada a ver com a Agel, uma vez que comercializa os seus produtos em locais de comércio tradicional abertos ao público em geral, como quase toda a concorrência faz. A Agel, por seu turno, utiliza um esquema de distribuição semelhante a um "clube de compras", ao qual chama de Marketing Multinível, e no qual promove a venda dos seus produtos em troca de dinheiro ou da futura hipótese de ganhar dinheiro.

Cumprimentos.

Anónimo disse...

Caro Pedro, que justificação mais sem fundamento e ridicula é esta?

Esta utilização do caso da Depuralina para denegrir ou colocar a suspeição sobre o FIT é só com base nesta riducula justificação?

Deves estar a brincar...

Fazes estes comentários todos, a envolver o FIT com a Depuralina, mas dizes que "A Depuralina, como marca, tem a ver com o FIT porque passa por produto concorrente: é um suplemento alimentar utilizado para emagrecer. Toma-se uma certa dose por dia e, supostamente, o organismo reage de modo diferente no modo como processa "a comida que entra" (entre outros efeitos anunciados)."

???????????????????????????????????

Aposto que quando soubeste da noticia da Depuralina foste a correr ler a composição do FIT para ver se encontravas lá Depuralina, não foi? lllloooollll

E então, encontraste?

Claro que não!!!!!

Mas mesmo assim lanças a suspeição de forma completamente aleatória e irresponsavel.

Mais não seja podias ser um pouco mais sério, e já que dizes que estes produtos "A Depuralina, como empresa, não tem nada a ver com a Agel, uma vez que comercializa os seus produtos em locais de comércio tradicional abertos ao público em geral, como quase toda a concorrência faz. A Agel, por seu turno, utiliza um esquema de distribuição semelhante a um "clube de compras", ao qual chama de Marketing Multinível, e no qual promove a venda dos seus produtos em troca de dinheiro ou da futura hipótese de ganhar dinheiro." ------ Isto por acaso quer dizer que o FIT não tem qualidade? Então os produtos vendidos em lojas abertas ao publico quase matam pessoas e mesmo assim a tua preocupação é envolver a agel, que nada tem a ver com o caso. Antes pelo contrário, como tu próprio dizes nada tem a ver. ?!?!?!?!?

Não és uma pessoa séria.

Agora não te esqueças de censurar este comentário para ninguém ler.

Cumprimentos a todos

Pedro Menard disse...

Caro anónimo,

Pelo teor da sua mensagem, depreendo que seja a mesma pessoa que vezes sem conta tem vindo a colocar comentários repetitivos, abusivos e vazios de argumentação (só assim se justificam o lembrete da "censura" e o educado tratamento por "tu").

Em resposta à sua mensagem, tenho a dizer que o Sr. não deve ter lido bem aquilo que escrevi, tanto na mensagem inicial, como nos comentários de resposta, como até na mensagem seguinte a esta ("Dep. II").

Para lhe refrescar a memória, passo a citar:

"Daquilo que consegui apurar, nenhum dos ingredientes em causa nas possíveis intoxicações, as fibras, mais concretamente, está presente no produto da Agel. Não pretendo com este artigo estabelecer nenhuma ponte entre os produtos, nem provocar situações de "pânico" a quem consome o FIT.

Contudo, pretendo salientar a recomendação e os alertas feitos pela presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN), quando diz que os suplementos alimentares, "apesar de serem de venda livre, têm substâncias activas que podem causar efeitos adversos", e que o facto de "não serem de receita médica obrigatória, tal não significa que sejam isento de riscos»."

e

"As palavra do secretário-geral da Sociedade Portuguesa para o Estudo da Obesidade, ao dizer que : "não existe «nenhum suplemento no mercado para ajudar a emagrecer que seja útil, eficaz e seguro»";

E de Carlos Oliveira, responsável da Associação de Doentes Obesos ou Ex-Obesos em Portugal (ADEXO): «Dizem que servem para perder peso, mas é pura ficção. Servem apenas para tirar dinheiro às pessoas e até podem ter o efeito inverso, ou seja, fazer pior», lembrando que quase sempre são tomados sem acompanhamento de um especialista, podendo levar a situações de sobredosagem.

E da agência Lusa: "Nenhum suplemento alimentar para emagrecer resulta, é a conclusão de todos os estudos científicos"."

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"Isto por acaso quer dizer que o FIT não tem qualidade?"

>>> Não. Apenas quer dizer que ninguém sabe ao certo que qualidade s tem. A Agel diz que tem algumas, mas não temos provas disso. Ou será que temos?
Quer também dizer que a qualidade toda do FIT pode, na prática, não ter efeitos práticos nenhuns sobre a cintura dos consumidores.

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"Então os produtos vendidos em lojas abertas ao publico quase matam pessoas e mesmo assim a tua preocupação é envolver a agel, que nada tem a ver com o caso. Antes pelo contrário, como tu próprio dizes nada tem a ver"

>>> Com o caso concreto do envenenamento, não, de facto a Agel não tem nada a ver. Já com a comercialização de suplementos alimentares, e com os perigos de auto-medicação de tais suplemntos que os especialistas apontam nos artigos, eu diria que tem TUDO A VER. Ou o Sr. vai-me dizer que tais alertas não se aplicam à Agel?

Cumprimentos.

Pedro Menard

Pedro C. disse...

Começo a perder a consideração que tinha por si, pois pensava que tivesse a relatar factos coerentes e afirmaçoes sólidas, mas pelo contrário persupoe o conteudo de um produto para relacionar com outro que está a dar problemas, como pessoa séria que deve ser, o que eu sinceramente começo a duvidar, pode-me dizer o qual é a sua profissão??

obrigado, cumps

Pedro Menard disse...

Caro Pedro C.,

"Começo a perder a consideração que tinha por si, pois pensava que tivesse a relatar factos coerentes e afirmaçoes sólidas, mas pelo contrário persupoe o conteudo de um produto para relacionar com outro que está a dar problemas,"

>>> Não pressuponho coisa alguma nesta mensagem. E não tente colocar palavras na minha boca ou induzir os demais leitores a pensar de forma diferente. Faça o favor de ler os meus comentário com mais atenção. Nomeadamente aqueles onde digo:

"Daquilo que consegui apurar, nenhum dos ingredientes em causa nas possíveis intoxicações, as fibras, mais concretamente, está presente no produto da Agel. Não pretendo com este artigo estabelecer nenhuma ponte entre os produtos, nem provocar situações de "pânico" a quem consome o FIT.

Contudo, pretendo salientar a recomendação e os alertas feitos pela presidente da Associação Portuguesa de Nutricionistas (APN), quando diz que os suplementos alimentares, "apesar de serem de venda livre, têm substâncias activas que podem causar efeitos adversos", e que o facto de "não serem de receita médica obrigatória, tal não significa que sejam isento de riscos».

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"como pessoa séria que deve ser, o que eu sinceramente começo a duvidar, pode-me dizer o qual é a sua profissão??"

>>> Duvide daquilo que quiser. Quanto à minha profissão, apenas lhe posso dizer que NÃO trabalho na área da saúde e que a minha actividade não é posta em causa, directa ou indirectamente, pela actividade da Agel.

Cumprimentos.