sexta-feira, 4 de abril de 2008

Uma carta de um leitor

Recebi, por parte de um associado da Agel, um pedido para publicar uma carta no BLOG e tecer um comentário há mesma.

"Boa tarde.

Sou membro AGEL e tenho lido atentamente as informações e comentários que têm sido publicados no seu BLOG. Aprecio e dou-lhe os parbéns pelo entusiasmo e dedicação com que tem encarado este assunto, se bem que há certos pormenores que acho que devem ser ressalvados e esclarecidos.

Em Dezembro de 2007, depois de experimentar os produtos AGEL, nomeadamente o EXO e o OHM no meu caso, o FIT e o FLEX no caso de familiares, comprovei que os produtos são bons e independentemente da oferta de mercado em produtos semelhantes, decidi consumir estes pelas claras vantagens que apresentam.

A forma mais comoda que encontrei para poder consumir estes produtos foi aderindo à AGEL, sendo que a UPS todos os meses (a tempo e horas) coloca os produtos por mim solicitados directamente em minha casa.

Soube desde o início o que iria pagar, quer na adesão, quer mensalmente, e nunca me senti defraudado pelo facto de ter aderido à AGEL. É certo que já consegui colocar na rede (abaixo de mim) algumas pessoas, mas uma vez que fui eu que fiz a apresentação, coloquei todas as "cartas na mesa" em relação ao tipo de marketing para que ninguém se sentisse enganado.

Logicamente que qualquer empresa, seja de MMN ou não, assenta num produto e sem sombra de dúvida, o produto fornecido pela AGEL é bom. Não é comparável com HBL ou outros produtos que haja no mercado, pois a concepção e forma de apresentação são completamente diferentes.
Por acaso até já estou a ganhar mensalmente o suficiente para garantir o pagamento do AUTOSHIP, mas se não fosse o caso, não apelidaria a AGEL de fraudulenta.

Quando os produtos e o plano de facturação são bem apresentados, tem de se apelar à inteligência das pessoas para que cada um faça uma avaliação daquilo que quer e do que pode contar.

Se uma determinada pessoa quiser aderir à AGEL para consumir os produtos, jamais se sentira injustiçada.

Se quiser entar para uma empresa que lhe garante rendimentos sem ter trabalho, sem conhecer os produtos ou o proprio plano de facturação, então estamos a falar de estupidez. O problema é que muitos portugueses ainda acreditam na "galinha dos ovos de ouro" e a AGEL não é isso de certeza.

Acredito plenamente na estatistica que diz que 88% das pessoas que entram ara os MMN percam dinheiro, mas também acredito que a percentagem das pessoas que aderem a este tipo de empresas sem saberem no que se estão a meter é muito maior. É muito facil falar mal do que quer que seja. O facto de se acreditar no que as pessoas dizem sem se procurar pesquisar sobre o assunto só revela o nível de cultura e de inteligência da população de um país. Se calhar é por isso que Portugal é já o segundo país a facturar mais na AGEL a seguir aos Estados Unidos (em 45 países). Se calhar nos outros países, o crescimento está a ser mais lento, porque as pessoas estudam o mecanismo da empresa antes de aderir, o que obrigatoriamente torna a taxa de desistências muito mais baixa. Não sei ao certo qual será a mesma em Portugal, mas deve estar entre as cinco mais elevdas. O curioso é que muitas das pessoas nem sabem como desistir... (ridículo).

Quanto à questão dos documentos emitidos pela ASAE e pela DECO, os mesmos são respostas a questões por si colocadas e que não têm qualquer valor em termos legais, uma vez que nem sequer estão publicadas nos respectios sites oficiais. A maneira como são colocadas as questões influencia o tipo de resposta que é dada. Basta ter alguns conhecimentos a esse nível par se obter a resposta que se quer...

Agradecia que este comentario fosse publicado no BLOG e que fosse tecido um comentário ao mesmo.

Obrigado."

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Agradeço a sua mensagem e o cuidado com que se refere à minha pessoa. Passo ao comentar as suas afirmações:

"Em Dezembro de 2007, depois de experimentar os produtos AGEL, nomeadamente o EXO e o OHM no meu caso, o FIT e o FLEX no caso de familiares, comprovei que os produtos são bons e independentemente da oferta de mercado em produtos semelhantes, decidi consumir estes pelas claras vantagens que apresentam."

Gostaria de saber em primeiro lugar quais são as "claras vantagens" que os produtos apresentam em relação aos seus concorrentes, bem como as razões que o levaram a si e à sua família a tomar os produtos em questão.

O Sr. e a sua família já tomavam alguma coisa antes, ou acharam por bem começar nesse preciso momento? Em caso afirmativo, que produtos tomavam?

O Sr. consultou algum especialista em saúde (isento) para saber a opinião dele?


"A forma mais comoda que encontrei para poder consumir estes produtos foi aderindo à AGEL, sendo que a UPS todos os meses (a tempo e horas) coloca os produtos por mim solicitados directamente em minha casa."

Permita-me que lhe diga que considero a questão da "comodidade" um falso argumento por si apresentado. O Sr. aderiu a uma rede de recrutamento quando podia, com a mesma comodidade, ter-se inscrito como "cliente preferencial" (o tratamento dado na entrega dos produtos e no preço é exactamente o mesmo). O Sr. agiu com o intuito de poder ganhar dinheiro com o esquema, mesmo que para si isso fosse secundário (coisa que aceito de boa vontade, de resto. Cada pessoa tem as suas motivações).

Sem ter qualquer tipo de justificativo ou suporte lógico para o afirmar, tenho em mente que cerca de 90% a 95% das pessoas entram para a rede com o intuito primário de ganhar dinheiro, e passam depois a consumir os produtos porque não perdem nada com isso. Os outros 5% a 10% entram para consumir um produto em que acreditam - e se por acaso ganharem uns trocos com isso, melhor - burros seriam se não aproveitassem.

Soube desde o início o que iria pagar, quer na adesão, quer mensalmente, e nunca me senti defraudado pelo facto de ter aderido à AGEL. É certo que já consegui colocar na rede (abaixo de mim) algumas pessoas, mas uma vez que fui eu que fiz a apresentação, coloquei todas as "cartas na mesa" em relação ao tipo de marketing para que ninguém se sentisse enganado.

A rede está em crescimento. A totalidade das pessoas que conseguiram, de alguma forma (honestamente ou por outras vias) recrutar pessoas para a rede estão, óbviamente, satisfeitas, e não se sentem defraudadas. Este trecho não é propriamente novidade para mim. Gostaria, contudo, de obter o seu cometário acerca do ponto 8.4 do contrato, onde menciona que as vendas a retalho deverão ser a maneira primeira de obter lucro no negócio. Quantas vendas a retalho fez o Sr. até agora? A quantas pessoas fora da rede conseguiu o Sr. vender produtos por si encomendados? Quantas facturas tem em seu poder para apresentar à Agel em caso de lhe serem pedidas?

Logicamente que qualquer empresa, seja de MMN ou não, assenta num produto e sem sombra de dúvida, o produto fornecido pela AGEL é bom. Não é comparável com HBL ou outros produtos que haja no mercado, pois a concepção e forma de apresentação são completamente diferentes.

Não coloco em causa que o produto da Agel possa ser bom (embora não haja realmente nenhuma prova disso). A existência de um "bom" produto não é, em todo o caso, garantia nenhuma para legitimar qualquer negócio que seja - espero que esteja ciente desta realidade. Para não me ficar nas meias palavaras: a existência de um "bom" produto não iliba a Agel de ser um esquema de vendas em pirâmide.

Se o produto é comparável com os da Herbalife ou com outros produtos que haja no mercado, aí o assunto torna-se, logicamente, subjectivo. Eu acho que é perfeitamente comparável. Não é o facto da Agel oferecer a toma em gel, numas saquetas confortáveis, motivo suficiente para ser destacada - como se de algum Ferrari se tratasse - de toda a sua concorrência. Até acho ingénuo que os membros da Agel pensem dessa forma. Contudo, numa coisa o Sr. tem razão. De certa forma, a Agel consegue furtar-se à concorrência (tal como as restantes redes de MLM), apesar de em termos de produtos ela ser bem real: ao ofercer a possibilidade de ganhar dinheiro a quem entre na rede, a Agel consegue garantir a venda exclusiva dos seus produtos. Desta perspectiva específica, não existe qualquer concorrência (quem compra os produtos porque só está interessado no dinheiro, já agora, toma-os, não vai comprar outros).

Por acaso até já estou a ganhar mensalmente o suficiente para garantir o pagamento do AUTOSHIP, mas se não fosse o caso, não apelidaria a AGEL de fraudulenta.

Acredito que esteja. Acredito que não apelidaria. Eu, por meu turno, não perco uma oportunidade que seja para chamar de fraude à actividade da Agel. É um sistema baseado numa grande mentira (as Vendas Directas), e em que os associados convivem relativamente bem com a realidade concreta alternativa (o não terem de vender nada a ninguém).

O Sr. afirmou-se, no início da carta, um leitor atento deste blog. Depois de tudo o que já leu aqui, não percebo como pode achar que não há fraude nenhuma. Digo isto com a maior sinceridade. A quantidade de denúncias a "coisas que não estão certas" que já fiz - e que ninguém até agora refutou - são mais do que suficientes para pelo menos lançar uma forte suspeita sobre a actividade da Agel.

Quando os produtos e o plano de facturação são bem apresentados, tem de se apelar à inteligência das pessoas para que cada um faça uma avaliação daquilo que quer e do que pode contar.
Se uma determinada pessoa quiser aderir à AGEL para consumir os produtos, jamais se sentira injustiçada.

Depois de ter assistido a algumas apresentações do plano Agel e a algumas reuniões ABB, a minha inteligência não me deixou inscrever - e olhe que ela sabia muito bem com aquilo que podia contar.

Não estou, nem estive, em altura alguma, interessado em começar a tomar suplementos alimentares. Nem mesmo quando pratiquei desporto.

No momento em que tiver de emagrecer por algum motivo, recorrerei aos conselhos de um especialista. No momento em que as minhas articulações começarem a dar de si, idem-aspas. Auto-medicação baseada em produtos caríssimo, nem pensar. Não sou parvo. Os métodos tradicionais de estar em forma, os que todos os especialistas aconselham - alimentação saudável e exercício regular -, chegam-me perfeitamente.

Se quiser entar para uma empresa que lhe garante rendimentos sem ter trabalho, sem conhecer os produtos ou o proprio plano de facturação, então estamos a falar de estupidez. O problema é que muitos portugueses ainda acreditam na "galinha dos ovos de ouro" e a AGEL não é isso de certeza.

Não quero parecer dramático, mas a Agel apela a essa mesma crença. Todos os sistemas de recrutamento e marketing nos MLM fazem isso. Basta olhar para aquele famoso skecth da Agel onde um senhor engravatado adverte para a armadilha que representam os empregos ditos normais. Não estou, portanto, de acordo com a sua posição nesse assunto. Para mim, e no que concerne à Agel, "tudo o que vem à rede é peixe", e quantos mais peixes houver no oceano a acreditarem que finalmente chegou a sorte grande, melhor.

Os portugueses acreditam na galinha dos ovos de ouro? Julgo que sim. Pelo menos quando ela vem disfarçada de negócio legítimo e a acenar com uns maços de notas valentes. Não censuro essa crença. Censuro antes a falta de vontade em investigar um assunto antes de entrar nele de cabeça.

Acredito plenamente na estatistica que diz que 88% das pessoas que entram ara os MMN percam dinheiro, mas também acredito que a percentagem das pessoas que aderem a este tipo de empresas sem saberem no que se estão a meter é muito maior.

Pois concerteza. Esse é um dos grandes problemas: a ignorância. Outro é a ganância, e outro ainda será o factor "família e amigos" (a oferta vem sempre de alguém em quem confiamos - "Eu entrei, confias em mim ou não"?). Quanto aos 88%, esse será um número simplista, baseado em cálculos imediatistas. Segundo alguns estudiosos do assunto, a percentagem, na maior parte das grandes MLM aproxima-se dos 99%. Se pensarmos na quantidade de gente que por esse mundo fora, ano após ano, se junta a estas redes para passados poucos meses desistirem, esse valor não me surpreende nada.

É muito facil falar mal do que quer que seja. O facto de se acreditar no que as pessoas dizem sem se procurar pesquisar sobre o assunto só revela o nível de cultura e de inteligência da população de um país.

Mais uma vez: a ignorância é um dos pilares que alimentam este tipo de rede. E sim, concordo consigo, isso é de certa forma um revelador do nível de cultura e de inteligência da população de um país.

Se calhar é por isso que Portugal é já o segundo país a facturar mais na AGEL a seguir aos Estados Unidos (em 45 países). Se calhar nos outros países, o crescimento está a ser mais lento, porque as pessoas estudam o mecanismo da empresa antes de aderir, o que obrigatoriamente torna a taxa de desistências muito mais baixa.

Não temos dados sobre a taxa de desistência da Agel em nenhum país (suponho que seja relativamente baixa por enquanto). Quanto às taxas de crescimento, suponho que a legislação e o "consumer awareness" nos outros países obedeçam a fasquias mais elevadas, limitando, à partida, a motivação que as pessoas têm em aderir a este tipo de redes. Na Alemanha, salvo erro, é proibido recrutar familiares para as redes de MLM (posso estar a fazer confusão e não ser na Alemanha, mas vou confirmar).

Não sei ao certo qual será a mesma em Portugal, mas deve estar entre as cinco mais elevdas. O curioso é que muitas das pessoas nem sabem como desistir... (ridículo).

O senhor acha curioso e ridículo, eu acho dramático. Acho triste que a Agel actue dessa maneira. A falta de informação clara sobre esse assunto, bem como a completa incopetência da linha de apoio ao cliente tornam as coisas difíceis. Estranho para uma empresa que é gerida por alguém que começou a carreira num Call-Center.

E se se está a referir ao caso que apresentei da desistência, fique a saber que não está na posse da informação toda. Em todo o caso, o "não saber" desistir não pode ser encarado pela Agel como uma desculpa para não devolver o dinheiro, desde que a comunicação seja feita dentro do prazo indicado. A honestidade assim o manda.

Quanto à questão dos documentos emitidos pela ASAE e pela DECO, os mesmos são respostas a questões por si colocadas e que não têm qualquer valor em termos legais, uma vez que nem sequer estão publicadas nos respectios sites oficiais.

Tem razão. Valor legal não têm. E sim, são simples respostas a perguntas por mim efectuadas. Nem nunca foi a minha intenção afirmar ou supor o contrário. Mas não tente desvalorizar a importância das opiniões apresentadas - está visto que é essa a sua intenção, em alternativa a apresentar argumentos que as refutem. Continuam a ser opiniões válidas e concludentes sobre o negócio em causa. Não são, contudo, meras opiniões de "curiosos". São opiniões de peso. Como já referi por inúmeras vezes, as entidades mencionadas não são propriamente umas coitadinhas de vão de escada. Uma delas é a entidade que fiscaliza a lei sobre esta questão. A outra é apenas a Associação de Consumidores mais importante de Portugal.

E só falta mesmo o Instituto do Consumidor, para completar o quadro. Instituto do Consumidor esse que ainda este fim de semana veio mencionado no Expresso a propósito da ACN, uma outra empresa criticada por ser uma pirâmide cá em Portugal, e que, pasme-se, também é sócia da DSA.


A maneira como são colocadas as questões influencia o tipo de resposta que é dada. Basta ter alguns conhecimentos a esse nível par se obter a resposta que se quer.

Sugira um conjunto de questões alternativas e exponha-as às mesmas entidades. Quando obtiver as repostas coloque tudo aqui, para podermos comparar. Melhor ainda: coloque já aqui as suas sugestões de perguntas, para todos podermos ver como podem ser "não influenciadoras".

Se há alguma coisa de errado com as perguntas que fiz diga logo o que é, em vez de andar com jogos desnecessários. São manipuladoras? Não sei. São objectivas? Sem dúvida. Perguntam aquilo que é essencial? Também, sem dúvida.

Creio que não vale a pena inquirir a ASAE sobre a legalidade de comprarmos produtos a uma firma estrangeira - isso toda a gente sabe que é legal - e no entanto há sites de membros da Agel a apresentarem facturas dessas compras para poderem dizer que o negócio é lícito (mais ridículo que isto não se encontra).

Mais uma vez, o que vejo nesta sua opinião é uma tentativa de desvalorizar o assunto. A meu ver, sem qualquer tipo de razão. Não sei se reparou ou não na atitude da DECO. A DECO não olhou apenas para o meu texto. A DECO pediu-me a documentação para poder firmar uma opinião - isto depois de um primeiro parecer em que diziam que o mecanismo não era piramidal.

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Obrigado e Cumprimentos.

2 comentários:

Pedro C. disse...

Que eu saiba, e voce sabe com certeza, qualquer agente Agel pode e deve vender os produtos, mas como deve calcular e deve saber melhor que eu, uma empresa de venda direta no inicio, quer encontrar é pessoas filiadas, primeiro para o seu produto ter mais aderencia do publico em geral, depois para a empresa em si ter um desenvolvimento mais rápido. Nas outras empresas como a Amway e a Herbalife tambem têm o objetivo de angariar pessoas para vender os seus produtos, e já existem há mais de uma decada, mas quando começaram o principal objetico era terem muitos associados, para expandirem o seu mercado. Faz sentido??

Agradecia um comentário

Obrigado

Pedro Menard disse...

Caro Pedro C,

"Que eu saiba, e voce sabe com certeza, qualquer agente Agel pode e deve vender os produtos,"

Que eu saiba, na Agel, ninguém anda particularmente interessado em vender nada a ninguém (salvo o próprio "negócio" de recrutar mais pessoas para a rede), APESAR DE HAVER ESSA HIPÓTESE, MESMO QUE REMOTA. Quanto ao "deve", já não concordo tanto. Devem vender por que razão? Alguém os incentivou a venderem produtos? Não. O grande incentivo da Agel é precisamente o poder-se ganhar dinheiro sem ter de vender nada (um mecanismo piramidal).
Esta situação deve-se ao método de recompensas praticado pela companhia, que pende de forma desmesurada para o lado da angariação de pessoas (um indicativo óbvio de um esquema em pirâmide - em contrapartida a um sistema que recompense, DE FACTO, as vendas directas).

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"mas como deve calcular e deve saber melhor que eu, uma empresa de venda direta no inicio, quer encontrar é pessoas filiadas, primeiro para o seu produto ter mais aderencia do publico em geral, depois para a empresa em si ter um desenvolvimento mais rápido."

>>> Certíssimo. Não tente é usar este argumentos para explicar um sistema piramidal, ou sequer Multinível. Vejas as empresas de Marketing Uni-nível: a Avon e a Tupperware, por exemplo. Estas empresas praticam Venda Directa e não premeiam os seus distribuidores com lucros das compras que os outros fazem. Mesmo que possam ter um pequeno bónus associado à entrada de novas pessoas no negócio. Nestas empresas NINGUÉM ganha dinheiro à custa dos outros. AS pessoas têm de facto de trabalhar para vender produtos, se quiserem ganhar dinheiro. Por outro lado, quem entra para vendedor/distribuidor,já sabe ao que vai.

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" Nas outras empresas como a Amway e a Herbalife tambem têm o objetivo de angariar pessoas para vender os seus produtos, e já existem há mais de uma decada, mas quando começaram o principal objetico era terem muitos associados, para expandirem o seu mercado. Faz sentido??"

>>> Faz. Agora pense no seguimento deste raciocínio: será que a Herbalife e a Amway alteraram os seus planos de compensação por forma a premiarem alguém pelas VENDAS do downline? Ou será que continua tudo na mesma? Se assim for, então estamos a falar de sistemas que se expandiram em pirâmide e que, numa fase mais perto da saturação de mercado, continuam com o mesmo plano de expansão.

O que é que mudou? Nos procedimentos da empresa: NADA. Já para os interessados no negócio mudou a dificuldade em angariar pessoas par a rede. No início seria relativamente fácil de conseguir reunir um bom downline, neste momento não será assim tão fácil. É por este motivo que temos, a nível mundial, taxas de desistência a rondarem os 90% todos os anos, e taxas de pessoas a perderem dinheiro na ordem dos 99%.

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